Plenário do STF
Antonio Augusto/STF
Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (13) pelo jornal Folha de S. Paulo aponta que 71% concordam que Supremo Tribunal Federal (STF) é essencial para proteger a democracia, enquanto 24% discordam.
Segundo o levantamento, a proporção difere entre quem votou em Lula e em Bolsonaro: entre os eleitores que declararam voto em Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno em 2022, o índice de concordância sobre a essencialidade do STF atinge 84%.
Já entre os eleitores de Jair Bolsonaro, a maioria (60%) também reconhece o papel fundamental da instituição para o regime democrático. Entre quem votou em branco ou nulo, o percentual é de 73%.
Embora a essencialidade da corte seja reconhecida, para 75% dos entrevistados, os ministros detêm “poder demais” e o mesmo percentual acredita que a confiança na instituição é menor hoje do que no passado.
Veja os resultados:
Acreditam que o STF é essencial para proteger a democracia:
Concorda: 71% dos entrevistados;
Discorda: 24%;
Não concorda nem discorda: 2%;
Não sabe: 3%.
Acreditam que os ministros do STF têm poder demais:
Concorda: 75% dos entrevistados;
Discorda: 20%;
Não concorda nem discorda: 2%;
Não sabe: 3%.
Avaliação dos Ministros
No campo das avaliações individuais dos ministros do Tribunal, alguns magistrados apresentam índices positivos de aprovação. O índice é calculado subtraindo da taxa de ruim/péssimo a taxa de ótimo/bom.
O ministro André Mendonça detém o melhor desempenho, com um índice de 26 pontos; 39% dos que o conhecem avaliam sua atuação como ótima ou boa, contra 13% que a consideram ruim ou péssima.
A ministra Cármen Lúcia aparece na sequência com o segundo melhor índice de aprovação (17). Entre os entrevistados que conhecem sua trajetória, 42% classificam seu trabalho como ótimo ou bom, enquanto 25% o avaliam negativamente.
O ministro Luiz Fux também figura entre os nomes com melhor saldo na avaliação do instituto.
Por outro lado, seis ministros aparecem com índice de avaliação negativa: Cristiano Zanin, Flávio Dino, Kassio Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Veja os resultados para cada ministro:
André Mendonça (26 pontos)
Ótimo/bom: 39%;
Regular: 36%;
Ruim/péssimo: 13%;
Não sabem: 13%
Cármen Lúcia (17 pontos)
Ótimo/bom: 42%
Regular: 27%
Ruim/péssimo: 25%
Não sabem: 6%
Luiz Fux (7 pontos)
Ótimo/bom: 29%
Regular: 37%
Ruim/péssimo: 22%
Não sabem: 11%
Edson Fachin (0 pontos)
Ótimo/bom: 24%
Regular: 39%
Ruim/péssimo: 24%
Não sabem: 13%
Cristiano Zanin (-4 pontos)
Ótimo/bom: 23%
Regular: 37%
Ruim/péssimo: 26%
Não sabem: 14%
Flávio Dino (-4 pontos)
Ótimo/bom: 30%
Regular: 26%
Ruim/péssimo: 34%
Não sabem: 10%
Kassio Nunes Marques (-4 pontos)
Ótimo/bom: 18%
Regular: 45%
Ruim/péssimo: 23%
Não sabem: 14%
Alexandre de Moraes (-8 pontos)
Ótimo/bom: 33%
Regular: 22%
Ruim/péssimo: 41%
Não sabem: 5%
Gilmar Mendes (-12 pontos)
Ótimo/bom: 21%
Regular: 34%
Ruim/péssimo: 33%
Não sabem: 11%
Dias Toffoli (-16 pontos)
Ótimo/bom: 19%
Regular: 35%
Ruim/péssimo: 35%
Não sabem: 11%
A margem de erro da avaliação dos ministros foi de 2 pontos percentuais para Moraes; 3 pontos para Cármen, Gilmar, Fachin, Toffoli, Dino, Fux; 4 pontos para Mendonça, Zanin, Kassio.
A pesquisa também questionou sobre a relação dos magistrados e o caso do Banco Master. Mais da metade dos brasileiros acreditam que ministros do STF têm envolvimento no escândalo.
Segundo o levantamento, 55% dos brasileiros acreditam que magistrados da corte estão envolvidos em irregularidades ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ao Banco Master. No total, cerca de 70% da população afirma ter conhecimento das suspeitas que pairam sobre o tribunal.
O Datafolha ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 137 municípios pelo Brasil entre os dias 7 e 9 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.Veja os vídeos em alta no g1:
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