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De vice em 2014 ao tri em 2022: a trajetória da Argentina rumo à Copa de 2026

A Seleção argentina chega para a Copa do Mundo de 2026 como a atual defensora do título mundial. Sob o comando do técnico Lionel Scaloni, a equipe vive um momento de transição controlada: mantém a espinha dorsal vitoriosa de 2022, mas adiciona jovens talentos para preencher o vazio deixado por veteranos que se despediram, como Ángel Di María.

O time da América do Sul está no Grupo J. Como atual campeã mundial, a seleção liderada por Lionel Messi vai enfrentar a​Argélia, Áustria e a Jordânia na primeira fase do campeonato, rumo ao tetracampeonato, após as vitórias de 1978, 1986 e 2022.

Copa de 2014: A quase glória

A edição de 2014 do campeonato, que aconteceu no Brasil, foi marcada por uma campanha de extrema solidez defensiva, espírito de união e uma dolorosa quase-glória da Argentina. Sob o comando do experiente Alejandro Sabella, a equipe montou um time operário para blindar Lionel Messi e voltou a uma final de Copa do Mundo após 24 anos de jejum. Foi uma caminhada de fortes emoções que parou no detalhe da prorrogação contra a Alemanha.

O time venceu os três jogos da fase de grupos contra a Bósnia e Herzegovina, Irã e Nigéria. No mata-mata, a equipe albiceleste passou a fazer jogos cirúrgicos e ganhou de 1 a 0 da Suíça nas oitavas e com o mesmo placar venceu a Bélgica nas quartas.

Na semifinal, empatou em 0 a 0 com a Holanda e levou nos pênaltis por 4 a 2. Na final, o time jogou de igual para igual contra a Alemanha, mas na prorrogação a equipe europeia abriu o placar e decretou o único gol da partida para vencer o campeonato. Messi, porém, foi eleito o melhor jogador do torneio.

Copa de 2018: Fim nas oitavas

A Copa do Mundo de 2018, na Rússia, foi uma das campanhas mais turbulentas da história recente da Seleção Argentina. Na época, sob o comando do técnico Jorge Sampaoli, a equipe sofreu com crises internas, falta de padrão tático e dependência extrema de Lionel Messi, culminando na eliminação precoce nas oitavas de final.​Sorteada no Grupo D, a Argentina teve uma classificação caótica, decidida apenas nos minutos finais da última rodada:​Argentina 1 a 1 Islândia. No jogo seguinte, acabou perdendo ​para a Croácia por 3 a 0, mas terminou a fase de grupos vencendo da Nigéria por 2 a 1.​​Nas oitavas de final, porém, a Argentina cruzou com quem seria a campeã daquela edição, a França. Foi um dos jogos mais eletrizantes daquela Copa, terminando em França 4 a 3 Argentina. A Argentina chegou a virar o jogo para 2 a 1 no início do segundo tempo (gols de Di María e Mercado), mas não conseguiu conter a velocidade avassaladora de um jovem Kylian Mbappé, que marcou duas vezes e foi o grande nome da partida.

Copa de 2022: Da zebra à vitória do mundial

Na última Copa do Mundo, disputada no Catar em 2022, a Argentina protagonizou uma trajetória marcada pelo drama. O torneio marcou a consagração definitiva de Lionel Messi e quebrou um jejum de 36 anos sem o título mundial para os argentinos.

Durante a caminhada até o tricampeonato, o time ficou marcado por fases bem distintas: o choque inicial e a reconstrução na fase de grupos.

​A Argentina chegou ao Catar com uma invencibilidade de 36 jogos e como uma das grandes favoritas. No entanto, a estreia surpreendeu e os argentinos saíram derrotados por 2 a 1 de virada para a Arábia Saudita. O resultado gerou enorme desconfiança, e o time passou a jogar cada partida seguinte como se fosse uma final, sem margem para erros.​Pressionado, o técnico Lionel Scaloni fez mudanças cirúrgicas que mudaram o destino do time: promoveu os jovens Enzo Fernández e Julián Álvarez a titulares.

Nos dois outros jogos da fase de grupos, o time venceu, ambos por 2 a 0, o México e a Polônia. No mata a mata, ganhou da Austrália, Holanda e da Croácia na seminfinal. Marcando o direito pela sua terceira estrela ao vencer da campeã de 2018, a França, na grande final que terminou só nos pênaltis: 3 a 3 (4 a 2 para a Argentina nos pênaltis).


Fonte: Jovem Pan

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