A Polícia Federal (PF) indiciou o deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o ex-ministro da Previdência e ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no governo de Jair Bolsonaro, José Carlos Oliveira, sob suspeita de envolvimento nas fraudes em aposentadorias e pensões.
Os dois fazem parte da lista de 48 indiciados por crimes como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Eles já haviam sido alvos de operações da PF no ano passado.
O deputado mineiro Euclydes Pettersen, que não está em exercício, segundo o registro da Câmara, foi alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto em novembro de 2025, suspeito de receber propina para defender os interesses dos fraudadores.
Segundo as investigações, Pettersen era ligado à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais do Brasil (Conafer), cujo presidente, Carlos Lopes, também foi indiciado pela PF.
Carlos Lopes está foragido desde o ano passado. O irmão dele, Tiago Abraão Lopes, que também é dirigente da Conafer, também foi indiciado no relatório policial.
O ex-ministro José Carlos Oliveira, que mudou de nome para Ahmed Mohamad Oliveira, foi alvo de busca e apreensão da Operação Sem Desconto em novembro passado.
À época, a PF apontou que ele destravou repasses de R$ 15,3 milhões para a Conafer, que estavam bloqueados dentro do INSS.
Ele é suspeito também de ter recebido ao menos R$ 550 mil de propina em troca de beneficiar entidades fraudadoras quando presidiu o INSS e foi ministro da Previdência no governo passado, de Jair Bolsonaro.
Além do deputado e do ex-ministro, a PF indiciou o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto — que assumiu o cargo no governo Lula —, o ex-procurador-geral do órgão, Virgílio de Oliveira Filho, o ex-diretor de benefícios da autarquia, André Fidelis, e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Esses indiciados estão presos preventivamente desde o ano passado.
De acordo com as investigações, aposentados e pensionistas tinham parte de seus benefícios descontados por entidades associativas que não haviam sido autorizadas a fazer os descontos. Os desvios podem ter chegado a R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, período investigado.
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