Governo Federal lança novo pacote para renegociação de dívidas nesta segunda-feira (4)
O governo federal lançou nesta segunda-feira (4) o “Novo Desenrola Brasil” – um pacote de medidas voltado à redução do nível de endividamento da população.
No fim de 2024, segundo o Banco Central (BC), 117 milhões de pessoas tinham alguma dívida com instituições financeiras.
Entre os principais eixos do programa, está a renegociação de débitos com bancos e operadoras de crédito.
Os termos do Novo Desenrola foram definidos após uma série de reuniões entre o governo e representantes do setor financeiro.
Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), adiantou o presidente Luiz Inácio lula da Silva (PT), durante pronunciamento em cadeia de rádio e televisão na última quinta-feira (30).
Segundo ele, os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida.
O g1 apurou que o programa deve abarcar rendas de até cinco salários mínimos, cerca de R$ 8 mil mensais.
Lula disse, ainda, que o trabalhador poderá ter acesso a até 20% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para a amortização de dívidas.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, explicou na última quarta-feira (29) que essa operação será entre bancos.
A Caixa Econômica Federal deverá transferir o dinheiro do FGTS para o banco em que está a dívida, após autorização do trabalhador.
Quem aderir ao programa ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas online.
“Agora, o que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet”, declarou o presidente.
Pronunciamento do presidente Lula sobre o 1º de Maio
Reprodução
Cenário político e eleitoral
O detalhamento do programa ocorre em um momento em que o governo federal busca reforçar agendas de impacto direto no cotidiano da população em meio a um cenário político adverso no Congresso e à aproximação das eleições de 2026.
Após uma sequência de derrotas no Legislativo e com dificuldades para avançar em pautas estruturais, a estratégia do Planalto tem sido apostar em medidas econômicas de execução mais rápida e com efeito perceptível sobre renda, crédito e consumo.
Programas voltados à renegociação de dívidas e à retirada de restrições no CPF são avaliados internamente como instrumentos capazes de recuperar apoio entre eleitores mais afetados pelo endividamento, reduzir a dependência de negociações no Parlamento e fortalecer a narrativa de reconstrução econômica e social que o governo pretende apresentar no ciclo eleitoral.
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