O dólar caiu e fechou a R$ 5,06 nesta quinta-feira (09), o menos valor em dois anos. Com mínima de R$ 5,0588, o dólar à vista terminou em baixa de 0,77%, a R$ 5,0634 – menor valor desde 9 de abril de 2024. Depois de alta de 0,87% em março, a divisa já recua 2,22% nos primeiros seis pregões de abril. No ano, a moeda americana acumula agora desvalorização de 7,75% em relação ao real.
A baixa do dólar foi puxada pela guerra no Oriente Médio. Após uma manhã marcada por preocupações com a fragilidade do acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, sugiram ao longo da segunda etapa de negócios sinais positivos de arrefecimento das tensões no Oriente Médio, o que reduziu o fôlego dos preços do petróleo e abriu espaço para alívio dos prêmios de risco.
Termômetro do comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, o índice DXY recuou e voltou a ser negociado abaixo da linha dos 99,000 pontos, com mínima aos 98,625 pontos. Dados dos EUA divulgados nesta quinta mostraram perda de fôlego de atividade e inflação ainda acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).
A leitura final do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no quarto trimestre mostrou taxa anualizada de 0,5%, abaixo da estimativa de analistas, de 0,7%. A atividade pode ter sido abalada, segundo analistas, pelo efeito da paralisação parcial (shutdown) da máquina pública. Já o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) dos EUA e seu núcleo vieram em linha com as expectativas, embora mostrem inflação anual perto de 3%.
Real com maiores ganhos
Após dois dias com desempenho inferior ao de pares, o real figurou nesta quinta no grupo das moedas globais mais líquidas com maiores ganhos em relação ao dólar. Operadores relatam entrada de recursos estrangeiros para a bolsa doméstica. O Ibovespa atingiu a marca histórica de 195 mil pontos, impulsionado por ganhos de mais de 2% das ações da Petrobras.
*Reuters
Fonte: Jovem Pan