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Don’t do it

De quatro em quatro anos, os brasileiros (mais especificamente os homens) se reúnem para discutir o que vão usar pelos próximos quatro: a camisa da Seleção para a Copa. E nem é brincadeira. Camisas de time são os uniformes dos jogadores dentro de campo e da imensa maioria dos homens fora dele – e por isso tamanha importância dada a cada pequeno detalhe que compõe o uniforme. 

 

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Um post compartilhado por Cayo Lopes Almeida (@cayodaresenha)

Por isso também a imensa revolta digital contra a escolha do slogan “Vai Brasa”, para estampar golas e meiões dos uniformes de 2026. Isso sem contar o logo da Jordan estampado no peito e o alto preço (500 reais por uma camisa).
A brasa da camisa pegou fogo na internet e virou cinzas dias depois, quando a CBF culpou a Nike e resolveu voltar atrás.
Mas o problema é bem maior. Está em todo o processo de desenvolvimento de coleções tão aguardadas como essa, que entram em uma lógica de agências de marketing com pesquisas pasteurizadas e ideias lançadas ao mercado antes de serem testadas. É um processo que deveria ser artístico, mas entra na lógica mercadológica.
Divulgação/Nike
Bem diferente de outros tempos, quando o uniforme que o Brasil usava era uma escolha orgânica e representava, de fato, um desejo da nação – quando colher dados era uma tarefa bem mais difícil, diga-se de passagem. 
A título de curiosidade, a cor amarela que estrela as camisas hoje foi resultado de um concurso popular feito depois do trauma do “Maracanazo”, quando o Brasil perdeu a Copa de 1950 em casa e precisava reinventar a tradicional camisa branca. A sugestão foi dada pelo escritor, jornalista e desenhista gaúcho Aldyr Garcia em 1953.
Foto: Divulgação Nike
E é aqui que eu dou meus dois centavos de opinião de alguém que não é a maior fã de futebol, mas é muito fã de desenvolvimento de coleções de moda. Toda vez em que é preciso uma escolha, é melhor não fazê-la. Ainda mais quando trata-se de representar uma das poucas paixões que unem um país.
Por outro lado, temos vários símbolos óbvios que viralizaram, já são parte da cultura futebolística e poderiam ser usados. Eu adoraria ter um mascote de um canarinho pistola, ver uma homenagem a Pelé ou até mesmo participar de um concurso para escolher uma nova cor para nos representar, só para dar alguns exemplos. 
 


Fonte: Jovem Pan

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