A imagem de Rivellino correndo de Ramirez e depois caindo na escada do Maracanã dá o tom da rivalidade entre as seleções de Brasil e Uruguai nos anos setenta. As duas equipes entraram em campo no dia 28 de abril de 1976 pela Taça do Atlântico, torneio tradicional da época e que também envolvia Argentina e Paraguai.
O time nacional, comandado por Oswaldo Brandão, terminou o primeiro tempo perdendo por 1 a 0, gol de Torres. Mas, na etapa final, o Brasil conseguiu a virada: Rivellino, em um chute de fora da área, e Zico, de pênalti. Entretanto, a rivalidade entre as duas seleções aflorou como nunca. O “galinho de quintino” sofreu uma falta do lateral direito Ramirez, na entrada da área. No meio da discussão entre os jogadores, Rivellino deu um soco no adversário, mas a confusão foi contornada.
Assim que o árbitro Romualdo Arppi Filho encerrou o jogo, Riva foi saindo calmamente do gramado. De repente, Ramirez começou a correr em direção a ele. Alertado por um repórter, o atleta brasileiro partiu rumo às escadas que davam em direção ao vestiário e escorregou. No entanto, conseguiu escapar da pancadaria que continuou no gramado.
Um integrante da delegação uruguaia, de terno e gravata, perdeu os óculos ao trocar socos durante a confusão. O Jornal dos Sports estampou em manchete: “Brasil venceu na bola. Uruguai apelou”. A reportagem destacava: “No final do jogo, depois que Marco Antônio carimbou a trave de Corbo – outro destaque – Ramirez perseguiu Rivellino e deu início a um tremendo sururu, que envolveu todos os jogadores, os reservas e até mesmo os repórteres em campo. E mais uma vez os uruguaios sentiram na carne que já vai longe o tempo em que o Brasil se preocupava apenas com o futebol. Nossa seleção ganhou no jogo e na pancada, com destaque para Orlando, Chicão e Gol, os que mais bateram.”
O jogo é mais lembrado pela confusão no Maracanã do que pela boa vitória da seleção brasileira sobre os rivais.
BRASIL 2 x 1 URUGUAI – MARACANÃ – 28.04.1976
BRASIL: Jairo; Toninho (Orlando), Miguel, Amaral e Marco Antônio; Chicão, Zico e Rivellino; Gil, Enéas (Roberto Dinamite) e Lula.
Técnico: Oswaldo Brandão.
URUGUAI: Corbo; Washington González, De Los Santos, Chagas e Ramírez; Acosta, Dario Pereyra e Jiménez; Rudy Rodríguez (Revetria), Fernando Morena e Daniel Torres (Manuel Keosseián).
Técnico: José Rodríguez.
Árbitro: Romualdo Arppi Filho (Brasil).
Gols: Torres (15) no primeiro tempo. Rivellino (9) e Zico (27) no segundo tempo.
Expulsão: Manuel Keosseián
Competição: Taça do Atlântico e Copa Rio Branco.
Público: 62.672 pagantes.
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