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Espanha vence jogo dramático na prorrogação e conquista a Copa na última dança de Messi

A Espanha é a grande campeã da Copa do Mundo de 2026. O time de Luis De La Fuente venceu por 1 a 0 a Argentina neste domingo (19), em Nova Jersey, Estados Unidos. Com a conquista, os espanhóis se tornam bicampeões e se igualam à França. Já Messi e a Argentina terminam sua passagem na Copa de maneira melancólica.

Depois de um show curto de abertura, a cantoria do “hino” da Copa por Laura Pausini, Robbie Williams e Nicole Scherzinger, e um discurso de Tom Cruise, era chegada a hora da grande final da Copa do Mundo de 2026. O choque entre o pragmatismo espanhol e o coração argentino. Europeus vs. sul-americanos. Colonizador vs. colonizado. O legado e a história de Lionel Messi contra o futuro e juventude de Lamine Yamal.

A Espanha fez uma campanha irretocável até a final. Se o time de Luis De La Fuente não encanta, ele é extremamente efetivo. Controlando a posse de bola, “La Fúria” levou apenas um gol em toda a competição, nas quartas de final, contra a Bélgica. Depois de um empate com Cabo Verde na primeira rodada, o time se azeitou e não perdeu desde então, inclusive derrubando a favoritíssima França na semifinal, por 2 a 0, sem dar chance para a constelação de Didier Deschamps.

Já a Argentina viveu grandes emoções para disputar a taça. Virou jogos, marcou nos últimos minutos em praticamente todos os jogos eliminatórios, jogou prorrogações. O objetivo era claro. Um time que não poderia deixar Lionel Messi se despedir da maior competição do futebol sem poder disputar novamente a final. Um grupo que não queria se separar e parecia ainda comemorar um pouco o título de 2022.

Se a Espanha tinha a melhor defesa, a Argentina tinha o segundo melhor ataque. Foram 19 gols marcados em oito partidas. Na primeira etapa, apesar do domínio espanhol, que teve 65% de posse de bola, finalizou apenas três vezes. A Argentina não conseguiu jogar no contra-ataque e nem chegou a finalizar. Messi ficou bem apagado. Tudo igual na primeira etapa.

Depois da apresentação de Madonna, com direito aos “Ronaldos” de 2002, vieram Shakira, Coldplay, BTS e até os Muppets para alegrar o pessoal americano, com um show nos moldes do Super Bowl. Toda essa brincadeira levou o intervalo para aproximadamente 36 minutos.

No segundo tempo, a Espanha manteve a posse e o controle da partida. Marínez terminou o jogo no tempo regular com diversas defesas difíceis, inclusive no último minuto da etapa, sendo o melhor jogador da Argentina.

Tudo igual em Nova Jersey

Com cinco minutos de partida, um susto para cada lado. Yamal chutou cruzado na área uma bola que desviou em Lisandro Martínez e Dibu Martínez teve que defender. Do lado argentino, um contra-ataque quase deixou Messi sozinho para correr em direção ao gol, mas Unai Simón, que estava quase no meio de campo, tirou a bola para impedir o ataque.

A marcação alta dos espanhóis mantinha o padrão do time. Com 15 minutos de jogo, Messi foi encostar pela primeira vez na bola. A Argentina não conseguia escapar da boa marcação espanhola no meio de campo.

O jogo ficou um tanto morno (apesar do calor de 27 ºC) com o domínio incontestável da Espanha. Mikel Oyarzabal chegou a finalizar de fora da área aos 38 minutos, mas bateu fraco e Martínez encaixou. Marc Cucurella também tentou a sorte, mas a bola passou rasteira para fora pelo lado direito.

Ninguém foi capaz de tirar o zero do placar. Hora de Madonna e companhia.

Nada de gols na final

Passado o show do intervalo, nos moldes do Super Bowl, agradando o público americano e levando o tempo do intervalo para quase 30 minutos, foi reiniciada a partida.

A Argentina melhorou um pouco a questão da posse de bola, depois da entrada do meio-campista Leandro Paredes no lugar de Nicolás González. Demorou uns dez minutos, e a Espanha voltou a dominar a posse.

Os cruzamentos começaram a aparecer, junto com diversos escanteios. Ferran Torres, que entrou na partida no segundo tempo, conseguiu subir para cabecear em um deles, mas parou nas mãos de Martínez.

O goleiro argentino vinha sendo o melhor jogador da Albiceleste. Foram 7 defesas até os 35 do segundo tempo. A Espanha ensaiava o gol.

A partida entrou nos acréscimos empatada e brigada. Enzo Fernández entrou muito forte depois de chegar atrasado em Pau Cubarsí; já tinha amarelo e foi expulso. A Argentina se enfiou em mais um jogo com final dramático.

No último minuto do tempo regular, a Espanha arrumou uma falta frontal, perigosíssima na entrada da área. Yamal bateu um chutasso, mas Martínez brilhou de novo, pegando uma bola no canto alto direito. A final da Copa do Mundo de 2026 seria decidida depois de prorrogação.

Como em 2010

A Argentina teria que fazer mais um milagre nessa Copa para sair com a vitória. Martínez estava ligado em jogada bem armada de ataque, em que Nico Williams saiu bem para cabecear sozinho na área, e o goleiro argentino defendeu a bola a queima-roupa no canto baixo direito.

A Espanha chegou a abrir o placar com gol do camisa 17, mas o juiz sérvio Slavko Vinčić viu falta no lance de Mikel Merino em Otamendi e anulou o lance.

Merino teve a chance de abrir o placar também, mas cabeceou para fora depois de cruzamento na área. Mas o primeiro tempo da prorrogação acabou empatado em 0 a 0.

O começo do segundo deu a liderança para a Espanha. Ferran Torres chegou de frente para o gol para abrir o placar depois de bola que bateu na trave e voltou para ele. Como em 2010, quando Iniesta marcou o gol da vitória contra a Holanda na prorrogação.

O time de Luis De La Fuente, com seu futebol pragmático, mas preciso, venceu a maior competição do futebol e um dos maiores jogadores de todos os tempos. Lamine Yamal, aos 19 anos, atinge a maior glória de sua carreira. E Messi se despede da Argentina com um gosto amargo, mas que não vai apagar a sua bela história com a Albiceleste.


Fonte: Jovem Pan

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