O troféu original da Copa do Mundo da FIFA pesa 6,175 kg e é forjado em ouro maciço 18 quilates. Diferente do que muitos torcedores imaginam, o objeto de 36,8 centímetros de altura não é uma peça maciça. Caso fosse completamente preenchida pelo metal precioso, a obra pesaria mais de 70 quilos, impossibilitando que os capitães das seleções a erguessem acima da cabeça na clássica comemoração de título. Na base da escultura, existem duas fileiras compostas por malaquita, um mineral semiprecioso de coloração esverdeada, escolhido estrategicamente para representar a cor dos gramados.
A obra de arte foi desenvolvida pelo escultor italiano Silvio Gazzaniga em 1971, superando outras 53 propostas de design enviadas de todo o planeta. Gazzaniga concebeu linhas que sobem em formato de espiral, formando as silhuetas de dois atletas em intenso momento de glória enquanto sustentam a representação do globo terrestre.
Como o troféu atual substituiu a antiga estatueta
O mundo do futebol precisou de um novo símbolo quando a federação entregou a famosa Taça Jules Rimet de forma permanente à seleção brasileira. A antiga honraria, desenhada pelo francês Abel Lafleur, pesava 3,8 quilos, era feita em prata banhada a ouro e representava a deusa grega da vitória. O regulamento oficial daquela época ditava que a primeira equipe a conquistar o título três vezes levaria o objeto para casa para sempre, feito alcançado pela geração de Pelé no campeonato do México em 1970.
A nova versão esculpida na Itália estreou oficialmente na edição de 1974. Para evitar perder o seu maior patrimônio novamente, a entidade esportiva mudou seu regulamento de maneira drástica. Ficou decidido que nenhuma nação ficará com a obra original de forma definitiva, não importando o número de títulos acumulados ao longo dos anos. Todos os vencedores passaram a receber uma cópia fabricada em bronze e fortemente banhada a ouro.
Ranking dos maiores campeões na era moderna
Desde a sua estreia há mais de cinco décadas, um seleto e restrito grupo de países teve a glória de inscrever o próprio nome na base verde de malaquita do novo objeto de desejo do futebol.
Abaixo, detalhamos o ranking de quais seleções mais levantaram a atual estatueta de ouro:
1. Alemanha (3 títulos)
Os alemães ocidentais foram os primeiros campeões a levantar a peça de Gazzaniga, jogando em casa no torneio de 1974. A glória foi repetida na final contra os argentinos em 1990 e novamente diante dos sul-americanos no mundial disputado no Brasil, em 2014.
2. Argentina (3 títulos)
Com o dramático triunfo na edição asiática de 2022, a equipe alcançou o topo da lista empatando com o recorde germânico. O metal brilhante já havia sido beijado por eles como anfitriões no ano de 1978 e na inesquecível campanha comandada por Diego Maradona em 1986.
3. Itália (2 títulos)
A nação natal do criador do design sentiu o peso do ouro 18 quilates por duas vezes sob as regras do formato moderno. O esquadrão europeu venceu a competição sediada em solo espanhol em 1982 e retornou ao posto mais alto do esporte em 2006.
4. Brasil (2 títulos)
Sendo o único país que ostenta cinco estrelas no peito, os brasileiros precisaram esperar vinte e quatro anos de jejum para tocar nesta escultura específica. A marca foi alcançada nos campeonatos cravados de 1994 e na conquista do penta em 2002.
5. França (2 títulos)
A camisa francesa consolidou sua grandeza na história recente ao se colocar na prateleira dos duplos vencedores da era atual. Eles celebraram vitórias massivas jogando no próprio território no ano de 1998 e no torneio de 2018.
6. Espanha (1 título)
A base histórica do torneio incluiu um nome inédito e fechou a sua pequena galeria de vencedores modernos em 2010. A seleção europeia ergueu os pouco mais de seis quilos de ouro pela primeira vez nos gramados do continente africano.
Onde a taça original fica guardada hoje
Nos intervalos de quatro anos sem bola rolando pela competição de alto nível, a joia repousa protegida no Museu do Futebol da FIFA, mantido na pacata cidade de Zurique, em território suíço. O item valioso só tem permissão para cruzar os portões do museu durante sorteios oficiais, tours internacionais e nas partidas de abertura e encerramento.
O time comandado por Lionel Messi detém o cobiçado título global no presente momento, mantendo a rigorosa réplica oficial banhada a ouro na sede oficial da federação portenha. A manipulação do metal original obedece a leis muito claras dentro dos gramados. Somente os chefes de Estado do país anfitrião e ex-jogadores que já conquistaram o torneio mundial possuem o aval da segurança para tocar a superfície de ouro sem luvas protetoras.
Perguntas frequentes sobre a premiação
Qual é o valor financeiro exato do prêmio original
Calculando apenas o material de ouro 18k a preço de mercado atual, a quantia bateria um pouco mais da marca de um milhão de reais. Contudo, se colocarmos na balança sua simbologia histórica e status, avaliadores especializados projetam um valor na casa de 20 milhões de dólares (cerca de 100 milhões de reais), o que a consagra como o objeto esportivo mais caro já fabricado na história.
Quem é o fabricante das réplicas entregues aos capitães
A missão contínua de reproduzir as cópias fiéis pertence à GDE Bertoni, curiosamente a mesmíssima oficina artística de Paderno Dugnano, muito próxima a Milão, que fundiu o molde número um na década de 1970. As reproduções não levam a base original de malaquita em sua plenitude, mas recebem um acabamento premium minucioso.
O que ocorrerá quando acabar o espaço para novos nomes
O anel da base do troféu que carrega as gravações com o ano e o país vencedor em espiral previu capacidade até o ciclo dos campeonatos na década de 2030. Para não engavetar o seu bem mais precioso e popular novamente, o comitê estuda substituir a placa metálica inferior atual, garantindo que o desenho de Gazzaniga perdure no imaginário esportivo por muitas gerações vindouras.
A precisão do metal de 6,175 kg traduz perfeitamente a grandeza do momento em que é erguido. O objeto brilhante superou de longe o título de mera estatueta, consolidando-se como o maior passaporte visual para a imortalidade do esporte contemporâneo.
Fonte: Jovem Pan