O Departamento de Estado dos Estados Unidos incluiu na sua proposta de orçamento para 2027 um aumento nos recursos destinados ao combate ao narcotráfico e ao crime organizado no Hemisfério Ocidental, incluindo o Brasil.
O plano total prevê US$ 535 milhões (aproximadamente R$ 2,8 bi) para programas coordenados pelo Bureau de Narcóticos e Drogas Perigosas (BNDD na sigla em inglês) e o Escritório de Assuntos Internacionais de Narcóticos e Aplicação da Lei (INL na sigla em inglês), responsável por ações de cooperação internacional na área de segurança.
Estes órgãos norte-americanos dedicados ao combate do narcotráfico financiarão, em outros países, programas muito implementados por agências de segurança dos EUA.
O intuito é fortalecer estes parceiros estrangeiros em treinamento e equipamentos para detectar e desmantelar o tráfico ilícito de drogas, contrabando de imigrantes para os Estados Unidos e interferência maligna em territórios de parceiros estrangeiros.
Na Colômbia, o INL se concentrará nas prioridades centrais de contranarcóticos, crime organizado transnacional e dissuasão criminal, incluindo apoio a plataformas de aviação associadas.“Outras assistências também poderão ser fornecidas para: Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai”, completou o Departemento.
Ao Hemisfério Ocidental serão dedicados US$ 16 milhões (aproximadamente R$ 83 milhões). “Estes recursos apoiarão programas que visam a profissionalização das forças de defesa e o aprimoramento da liderança e das capacidades técnicas dos parceiros regionais para proteger seus respectivos territórios nacionais contra ameaças transnacionais“, conclui o documento.
A proposta não especifica valores destinados ao Brasil nem detalha programas exclusivos para o país. A menção indica apenas que o governo americano considera o Brasil elegível para futuras ações de cooperação em áreas como combate ao narcotráfico, inteligência policial, segurança de fronteiras e enfrentamento ao crime organizado transnacional.
Fonte: Jovem Pan