Candidato a presidente pelo PL, Flávio Bolsonaro, participa remotamente de sabatina promovida por “O Antagonista” e G4
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não conseguiu registrar nesta quinta-feira (13) sua candidatura à Presidência da República após aparecer filiado ao partido Missão nos registros da Justiça Eleitoral.
Em nota, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que a filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão não foi fruto de hackeamento, mas sim de uso indevido da ferramenta por alguém que possuía as credencias da legenda (ver mais abaixo).
A identidade de quem teria feito alteração da filiação ainda é desconhecida.
O Partido Liberal (PL) oficializou em convenção nacional a candidatura do senador Flávio Bolsonaro no dia 25 de julho.
As convenções partidárias são encontros em que os partidos definem os candidatos que vão disputar os cargos das eleições. O prazo para a realização delas terminou em 5 de agosto.
É uma condição de elegibilidade estar filiado a um partido. O prazo para as trocas partidárias terminou no dia 4 de abril. O candidato pode mudar de partido se quiser, desde que deixe de concorrer.
Por essa razão, o PL protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE|) pedido de desfiliação do Missão, que já está sob análise.
Há tempo para o registro da candidatura?
O prazo para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral termina às 19h de sábado (15).
Esse é o prazo final previsto pela legislação eleitoral para o envio dos pedidos de registro, etapa obrigatória para que um candidato possa concorrer nas urnas.
Até o horário determinado, partidos, federações e coligações devem apresentar à Justiça Eleitoral os pedidos de registro dos candidatos escolhidos em suas convenções partidárias.
O registro é feito por meio de um sistema do TSE e distribuído aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) ou aos juízos eleitorais, conforme o cargo em disputa.
O que disse o TSE?
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria Geral Eleitoral para providências e determinou instauração de inquérito por parte da Polícia Judiciária.
Em nota, o TSE informou que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por alguém que possuía as credencias da legenda
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Ainda de acordo com o tse, o Partido Liberal protocolou pedido de desfiliação do Missão, que já está sob análise.
Qual o posicionamento do Missão?
O Missão informou em nota que “foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro”.
O partido disse que tentou no mesmo dia cancelar a filiação de Flávio, mas a ação foi rejeitada pelo TSE. Ainda de acordo com o posicionamento divulgado pelo partido, o Missão alertou a campanha de Flávio em 2 de agosto.
“Não é do interesse do partido acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinhamento ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção”, informa a nota do Missão.
Flávio Bolsonaro já se pronunciou?
O senador se manifestou nas redes sociais. “Vocês viram aí que tentaram fraudar a minha filiação partidária. O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir”, afirmou Flávio Bolsonaro em um vídeo.
Segundo o TSE, o registro ocorreu por meio do uso indevido da ferramenta por alguém que possuía as credenciais do Missão para realizar filiações.
“Tenho uma má notícia para vocês que só sabem jogar sujo: não funcionou e nem vai funcionar”, postou o candidato do PL em seu perfil na rede social X.
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