Flávio Bolsonaro com Daniella Marques em live nesta quinta-feira (16)
Reprodução
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou na noite desta quinta-feira (16) que a foto em que aparece ao lado do “Sicário” de Daniel Vorcaro, do Banco Master, é manipulação de inteligência artificial. A fala foi dada quando ele criticava o presidente Lula (PT) por não ter familiaridade com tecnologias e nem usar celular.
“É um presidente da República que acha que a inteligência artificial só serve para manipular vídeos e fotos, como essa foto que manipularam recentemente que eu estava lá, sem camisa, de óculos escuro, queimadão de praia do lado de um cara ali que tinha um dedo mindinho de 20 centímetros. Já viu isso?! Quando eles fizeram a [foto por] IA, esqueceram de cortar o dedo do cara. Acho quer ficaram com medo de deixar igual o Lula, vai que corta tudo, não corta só um pedaço do dedinho”, afirmou Flávio.
A imagem de Flávio Bolsonaro ao lado do “Sicário” foi divulgada pelo site ICL na quarta-feira (15), que a submeteu a detectores de uso de inteligência artificial. O g1 também fez a checagem nas ferramentas, e elas indicaram baixa probabilidade de manipulação de IA.
O portal ICL divulgou a foto em que o senador aparece com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, chefe de uma milícia privada organizada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Não se sabe o contexto em que a foto foi tirada.
Agora no g1
Segundo o ICL, a imagem foi obtida por uma fonte que pediu sigilo e teria sido capturada em 2022, em um hotel na zona sul do Rio de Janeiro.
Antes da declaração, feita em live na noite desta quinta-feira, a assessoria de imprensa de Flávio Bolsonaro divulgou uma nota em que afirmou que ele nunca viu o “Sicário” e que não conhece a pessoa que aparece na imagem. Ainda levanta a hipótese de a imagem ter sido produzida por inteligência artificial.
Quem era Sicário
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, foi apontado pela Polícia Federal como coordenador do grupo “A Turma”, que atuava como milícia privada de Daniel Vorcaro. Ele foi preso em março de 2026 durante a 3ª Operação Compliance Zero.
Horas após a prisão, enquanto aguardava audiência de custódia na Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte, Mourão tentou tirar a própria vida dentro da cela. Ele foi socorrido e levado a um hospital, mas teve a morte cerebral confirmada dias depois.
Segundo os investigadores, “Sicário” desempenhava papel central na organização criminosa, atuando no monitoramento de alvos, na obtenção ilegal de dados e em ações de intimidação. Também acumulava antecedentes por crimes como estelionato, receptação, uso de documento falso e ameaça.
👉 Segundo o dicionário Michaelis, a palavra “Sicário” é um adjetivo que significa “que tem sede de sangue; cruel, sanguinário. O termo também pode ser usado como substantivo masculino no sentido de “assassino de aluguel; facínora”. A Polícia Federal não usa nenhum destes sinônimos para descrever Mourão nos autos, mas afirma que ele seria o executor de “práticas violentas” dentro da organização criminosa.
Já Daniel Vorcaro está preso preventivamente em Brasília.
Saudade de Jair Bolsonaro
Durante a live, FLávio Bolsonaro comentou sobre a proibição de visitar o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar em Brasília. A decisão foi dada pelo ministro do Supremo Tribunal (STF) Alexandre de Moraes depois de o senador ler uma carta de Jair em uma live — Bolsonaro está proibido de se comunicar pelas redes sociais, mesmo que por intermédio de terceiros.
“O pessoal que está com saudade do Bolsonaro coloca nos comentários aí ou levanta a mãozinha. Eu estou com muita saudade, já, dele. Todo mundo acompanhou essa decisão absurda de impedir um filho de se comunicar com o pai por 90 dias. Coincidentemente, até depois do 1º turno, mas vamos trabalhar para que isso mude”, disse Flávio Bolsonaro.
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