Flávio Bolsonaro com equipe durante live nesta quinta-feira (13)
Reprodução/YouTube
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) apresenta o plano de governo de sua chapa na disputa pelo Palácio do Planalto em uma live realizada em suas redes sociais, na noite desta quinta-feira (13). A transmissão ocorre neste momento.
Entre as propostas estão um “tesouraço” de gastos públicos, impor limite para decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), revisão da reforma tributária e um aplicativo para atendimento a mulheres em vulnerabilidade, conforme documento enviado pela equipe de campanha do senador.
Veja parte das propostas:
“Tesouraço” nos gastos públicos: cortar pelo menos dez ministérios, cargos comissionados e despesas administrativas, além do combate a penduricalhos e supersalários no setor público;
Criar contrato de trabalho de menor custo para jovens de 18 a 24 anos;
Programa Ganha, Ganha: programa que tem adesão “totalmente voluntária”, de acordo com o documento, em que as atitudes positivas do cidadão geram uma pontuação que se reverte em benefícios diretos. Segundo a proposta, cidadão acumula pontos ao realizar ações como concluir cursos de capacitação, manter as contas pagas em dia, poupar, conseguir um emprego ou formalizar um negócio, e tem “pontuação positiva” que poderá ser revertida em juros menores, cashback, acesso facilitado a crédito, incentivo à poupança e descontos em serviços;
Caixa parceira: segundo a proposta do candidato, o banco público será redesenhado “para agir como o Banco da Prosperidade” e terá integrado ao novo sistema o Programa Ganha, Ganha;
Minha Primeira Empresa: programa será focado para quem inicia a “jornada do negócio próprio” com base em capacitação pelo Sistema S, linha de crédito e serviços financeiros da Caixa para novos empreendedores e contratos de trabalho com custo reduzido para o primeiro emprego, para jovens de 18 a 24 anos, e trabalhadores acima de 50 anos;
Brasil por Elas: proposta para as mulheres inclui uma Central da Mulher e um aplicativo para atender mulheres em situação de vulnerabilidade; bônus de internet com pacotes de dados; denúncia facilitada e proteção com monitoramento em tempo real de agressores; voucher-creche e rede de cuidado para mães; e o Casa Segura, que oferecerá abrigos para as vítimas de violência e assessoria para “priorizar a escritura da casa própria registrada no nome da mulher”;
Reforma do Poder Judiciário: documento cita limitação de decisões monocráticas por parte dos ministros, fim do foro para deputados e senadores serem julgados em instâncias inferiores, restrições a “ações constitucionais”, exigência de quarentena aos magistrados, combate ao nepotismo e conflito de interesses, e redefinir competências do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP);
Segurança pública: declarar facções criminosas como organizações terroristas, redução da maioridade penal para 16 anos e 14 anos para crimes graves (citam como exemplo estupro, tráfico, tortura e assassinato), criação de cinco novos presídios federais de segurança máxima, castração química de estupradores, acabar com progressão de regime para feminicídios e aumento de pena para furto de celular.
Agora no g1
A apresentação ocorre no mesmo dia em que o candidato teve problemas com o registro de sua chapa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por uma suposta filiação ao Missão.
Presidente do Tribunal, Kássio Nunes Marques reverteu a filiação e manteve o senador ligado ao PL, partido pelo qual ele concorrerá ao Palácio do Planalto.
[Matéria em atualização]
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