Registro feito em Cacoal mostra gasolina comum a R$ 7,38 e etanol a R$ 5,45; nas redes sociais, mensagens sobre uma possível greve dos caminhoneiros para 5 de novembro ganharam repercussão, mas entidade nacional nega convocação.
O preço dos combustíveis voltou a chamar atenção em Cacoal. Um registro feito neste domingo mostra a gasolina comum sendo comercializada a R$ 7,38 o litro, enquanto o etanol aparece a R$ 5,45. A gasolina aditivada chega a R$ 7,49, enquanto o diesel S500 custa R$ 7,45 e o diesel S10 aditivado chega a R$ 7,95.
O cenário chama ainda mais atenção quando comparado a um vídeo gravado por Jair Bolsonaro em 2022, no qual um painel de posto mostrava gasolina a R$ 4,47 e etanol a R$ 2,87.
A diferença nominal da gasolina entre os dois registros é de R$ 2,91 por litro. No etanol, a diferença chega a R$ 2,58.
Rumores sobre paralisação de caminhoneiros
Enquanto consumidores acompanham os preços nas bombas, mensagens sobre uma possível paralisação nacional dos caminhoneiros também começaram a circular nas redes sociais.
As publicações apontam o dia 5 de novembro de 2026 como possível início de uma mobilização e citam, entre as principais reclamações da categoria, o preço do diesel, os custos de manutenção, a remuneração dos fretes e o cumprimento do piso mínimo. (ISTOÉ Independente)
Apesar da repercussão, não existe, até o momento, confirmação de uma greve nacional marcada para 5 de novembro.
Wallace Landim, conhecido como Chorão, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), negou que a entidade tenha convocado uma paralisação para os próximos dias. Segundo ele, informações antigas sobre mobilizações da categoria voltaram a circular como se fossem atuais. (ISTOÉ Independente)
O dirigente reconheceu, no entanto, que existem reivindicações em discussão e que os caminhoneiros enfrentam dificuldades relacionadas aos custos da atividade. Ele também não descartou a possibilidade de novas mobilizações no futuro caso as negociações não avancem. (ISTOÉ Independente)
Por enquanto, portanto, a informação confirmada é que não há paralisação nacional oficialmente convocada para 5 de novembro. A orientação é acompanhar os comunicados das entidades representativas da categoria e evitar tratar mensagens compartilhadas nas redes sociais como confirmação de greve.