O Ministério da Fazenda anunciou que está sendo fechada uma parceria entre a Receita Federal e o U.S. Customs and Border Protection (CBP), a agência de fronteiras dos Estados Unidos, para o combate ao crime organizado transnacional.
A iniciativa, denominada Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), visa integrar esforços de inteligência e operações conjuntas para interceptar remessas ilícitas de armamentos e entorpecentes.
“A cooperação está inserida no contexto do diálogo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e integra uma agenda mais ampla de cooperação bilateral voltada ao enfrentamento do crime organizado transnacional”, informou o governo.
Classificação de grupos como terroristas
O anúncio da parceria acontece em um momento no qual os Estados Unidos estão avaliando a possibilidade de considerando classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas, após filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro pressionarem integrantes do governo de Donald Trump, segundo uma reportagem do jornal “The New York Times”.
👉 Desde o início do seu mandato, Donald Trump, vem promovendo uma campanha para designar grupos criminosos de diferentes países da América Latina como organizações terroristas. No caso da Venezuela, a designação foi usada como pretexto para que Washington ordenasse uma operação militar perto das águas do país, que culminou na captura de Nicolás Maduro.
Oficialmente, o governo dos EUA não se pronunciou sobre a possibilidade. Mas, no ano passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, impôs mais tarifas a produtos brasileiros e sancionou o ministro do STF Alexandre de Moraes em retaliação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. As tarifas e sanções caíram após negociações entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A rigor, no entanto, grupos incluídos na lista de organizações terroristas do Departamento de Estado sofrem restrições e sanções econômicas.
A Casa Branca argumenta que a designação é feita a grupos criminosos que impõem riscos à segurança interna norte-americana — a maioria é aplicada a cartéis do México, vizinho dos EUA —, o que não seria o caso das facções brasileiras.
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