O Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Itamaraty, disse à Jovem Pan neste sábado (6) que o governo brasileiro está em contato com a Europa após a União Europeia (UE) oficializar o veto à compra de carne brasileira hoje mais cedo.“Há diálogos em curso com o lado europeu”, escreveu.
Porém, o Itamaraty informou também que o MRE não se pronuncia sobre “tratativas em andamento, com vistas a resguardar a boa condução do processo negociador”, declarou.
Segundo nota divulgada pelo ministério no dia 12 de maio, o governo recebeu “com surpresa” a notícia da retirada do Brasil da lista preliminar de países que cumpriam as normas contra o uso excessivo de antibióticos na pecuária.
A decisão foi resultado da votação realizada no mesmo 12 de maio, no âmbito do Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, que aprovou uma atualização dessa listagem.
O que aconteceu?
A União Europeia (UE) oficializou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar diversos produtos de origem animal para o bloco. A medida, publicada na sexta, foi formalizada por meio do Regulamento de Execução (UE) 2026/1189 e passa a valer em 3 de setembro.
Com a decisão, fica vetada a entrada de carnes bovinas, de aves e de equídeos, além de mel, tripas e produtos de aquicultura provenientes do mercado brasileiro.
Em relação à lista preliminar divulgada no dia 12 de maio pela UE, o Brasil foi uma ausência notável, enquanto vizinhos como Argentina, Colômbia e México foram validados para continuar exportando.
Na época, havia a expectativa de que as autoridades brasileiras pudessem fornecer as garantias necessárias a tempo, o que não se concretizou.
A decisão publicada na sexta-feira foi baseada no descumprimento de exigências sanitárias relacionadas ao controle do uso de antibióticos na pecuária.
Fonte: Jovem Pan