Capitão, “matador” na área e maestro da seleção, Harry Kane carrega as esperanças da Inglaterra na Copa do Mundo de 2026, uma grande responsabilidade que reflete a extrema dependência da equipe em relação ao atacante do Bayern de Munique.
Aos 32 anos, o atleta disputará sua terceira Copa, impulsionado por uma temporada dos sonhos em seu clube e pela vontade de dar aos ingleses um título negado há 60 anos.
O ex-astro do Tottenham manteve o seu faro artilheiro no Bayern ao somar 36 gols em 31 partidas da Bundesliga, o maior número entre os principais campeonatos da Europa, e chegou a 61 gols em 51 jogos em todas as competições com a camisa bávara. A marca lhe rendeu a Chuteira de Ouro europeia pela temporada 2025/26.
Na seleção, Kane é, simultaneamente, o maior artilheiro da história (79 gols em 113 partidas) e o porta-voz do grupo, alternando seu estilo de jogo goleador com a construção de jogadas com um toque sutil ou um lançamento longo preciso.
“Outros já foram artilheiros, mas não estavam tão presentes como Kane. Ele não tem preço. É alguém muito estimado e uma verdadeira figura emblemática do Bayern e da seleção inglesa, dentro e fora de campo”, resumiu em abril Lothar Matthäus, capitão da Alemanha campeã do mundo em 1990.
O problema para a Inglaterra é que seu desempenho piora quando a estrela não está em campo. Foi o que aconteceu em março contra o Uruguai (1 a 1) e o Japão (derrota por 1 a 0).
Na reta final da preparação para a Copa do Mundo, Kane marcou na vitória por 1 a 0 sobre a Nova Zelândia e, com o atacante em campo, a equipe europeia goleou a Costa Rica por 3 a 0.
O técnico Thomas Tuchel não tentou esconder a dependência da equipe em relação ao seu camisa ‘9’.
É totalmente “normal que as grandes seleções dependam dos grandes jogadores”, declarou, comparando a contribuição do inglês à de Lionel Messi na Argentina ou à de Cristiano Ronaldo em Portugal.
“Podemos ganhar jogos sem o Harry, vamos ganhar sem o Harry, já ganhamos sem o Harry, mas é mais fácil ganhar partidas com o Harry, claro”, admitiu o treinador alemão.
Fonte: Jovem Pan