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Homem alvo de operação sobre o Master havia fugido com o carro de ‘Sicário’ de Vorcaro em março

PF aponta ligação de Vorcaro com o jogo do bicho
Um dos alvos da Polícia Federal (PF) na 6ª fase da Operação Compliance Zero, nesta quinta-feira (14), é um homem que chegou a ser detido no início de março dirigindo o carro de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário” de Daniel Vorcaro que cometeu suicídio.
David Henrique Alves, que está foragido, é apontado pela PF como líder do grupo “Os Meninos”, “especializado em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento digital ilegal”.
(CORREÇÃO: O g1 errou ao informar que David Henrique Alves foi preso na nova fase da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira. David é alvo de um mandado de prisão, mas não foi localizado e é considerado foragido pela Polícia Federal. A informação foi corrigida às 16h11 desta quinta.)
Esse grupo atuava junto com “A Turma”, à qual Sicário pertencia, de acordo com as investigações. “A Turma” seria o núcleo violento do esquema, responsável por ameaças a adversários.
Em 4 de março, quando Daniel Vorcaro e Sicário foram presos na 3ª fase da Compliance Zero, a Polícia Rodoviária Federal em Minas Gerais localizou um casal que aparentava estar fugindo com o carro de Sicário, um utilitário LR Range Rover que ia de Belo Horizonte para o estado de São Paulo.
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“David foi abordado às 23h30 conduzindo uma Range Rover pertencente a Mourão [Sicário], acompanhado de Katherine Venâncio Teles [também investigada]. Dentro do veículo havia um computador grande de mesa, dois ou três notebooks, caixas e malas, além de um conjunto de objetos que, no contexto investigativo, foi interpretado pela Polícia Federal como indicativo de fuga em andamento e possível destruição, remoção ou ocultação de provas digitais”, descreveu o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, na decisão que autorizou as novas prisões.
Na ocasião da abordagem, a PRF apreendeu o carro, por ordem do STF, e chegou a deter o casal que estava nele.
‘Perfil hacker’
A PF afirmou ao Supremo que David Henrique Alves era “responsável pela condução operacional de agentes com perfil hacker”, sob ordens do Sicário e em atendimento aos interesses de Vorcaro. Segundo a investigação, ele ganhava cerca de R$ 35 mil por mês pelos serviços.
Abaixo de David Alves estariam dois outros integrantes do grupo “Os Meninos”, que também foram alvos da PF nesta quinta: Rodrigo Pimenta Campos e Victor Sedlmaier.
Sedlmaier disse, em depoimento prestado à polícia antes da operação desta quinta, que trabalhava para David Alves desde julho de 2024, realizando serviços como “conserto de computadores, deslocamento de veículo para oficina, colocação de créditos em celular, além do desenvolvimento de software de inteligência artificial”.
Segundo a PF, Sedlmaier, que está foragido, “limpou” o apartamento de David Alves em 5 de março, um dia após a 3ª fase da Compliance Zero.
“Trata-se de circunstância extremamente relevante, pois revela atuação imediatamente posterior à fuga ou evasão de David, em contexto objetivamente compatível com a desmobilização do imóvel, retirada de objetos de interesse investigativo e possível supressão de elementos probatórios”, escreveu Mendonça em sua decisão.
Além disso, de acordo com a Polícia Federal, no momento da abordagem da Polícia Rodoviária Federal, em 4 de março, foi localizado no interior do carro do Sicário um documento de identidade em nome de “Marcelo Souza Gonçalves”, cuja foto, na verdade, era de Victor Sedlmaier.
“Esse elemento agrava consideravelmente a imputação em relação a Victor, pois o vincula não apenas ao núcleo hacker, mas também a possível uso de documentação ideologicamente falsa em contexto de fuga, ocultação e suporte à atividade criminosa”, afirmou a PF.
Já Rodrigo Pimenta Campos é descrito como “colaborador próximo da estrutura de monitoramento e ação telemática ilegal”, um “operador auxiliar do braço hacker” que também teria ajudado Sedlmaier a “limpar” o apartamento de David Alves em março.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) concordou com as prisões solicitadas pela PF.


Fonte:

g1 > Política

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