O Irã transmitiu ao Paquistão sua resposta à proposta dos EUA para o fim da guerra, rejeitando um cessar-fogo e enfatizando a necessidade de um fim permanente para a guerra, disse a agência de notícias oficial Irna nesta segunda-feira (6).
A Casa Branca também confirmou, nesta segunda, que havia recebido uma proposta de mediadores para um cessar-fogo de 45 dias com o Irã, mas detalhou que o presidente Donald Trump “não a validou”.
O Irã continuará a guerra enquanto as autoridades políticas “considerarem oportuno”, declarou um porta-voz militar. A imprensa americana informou que Washington recebeu a proposta para pôr fim à guerra do Oriente Médio.
“Esta é uma das muitas ideias, e o presidente (Trump) não a validou. A Operação Fúria Épica continua”, disse à AFP um funcionário da Casa Branca, recordando que Trump tem uma coletiva de imprensa prevista para as 13h00 locais (14h00 em Brasília) desta segunda.
A resposta do Irã consiste em dez cláusulas, incluindo o fim dos conflitos na região, um protocolo para a passagem segura pelo Estreito de Ormuz, o levantamento das sanções e a reconstrução, acrescentou a agência.
Segundo a agência Associated Press, o chefe iraniano da missão diplomática no Cairo, Mojtaba Ferdousi Pour, afirmou nesta segunda que o Irã só irá aceitar o fim da guerra com garantias de que não será atacado novamente.
A proposta de cessar-fogo foi apresentada por mediadores paquistaneses, egípcios e turcos, segundo o site de notícias Axios. Trump estabeleceu um prazo até as 20h00 de terça-feira (21h00 no horário de Brasília) antes de bombardear as infraestruturas iranianas.
Proposta
Irã e Estados Unidos receberam, no fim da noite de domingo, a minuta da proposta que previa um cessar-fogo de 45 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, segundo duas autoridades do Oriente Médio, que falaram sob condição de anonimato.
A proposta partiu de mediadores do Egito, do Paquistão e da Turquia, que esperavam que a janela de 45 dias fosse tempo suficiente para que as negociações avançassem rumo a um cessar-fogo permanente.
O texto foi inicialmente encaminhado ao ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, e ao enviado dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff.
O Irã lançou novos ataques contra Israel e os países do Golfo nesta segunda, e emitiu uma advertência sobre represálias “devastadoras” caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumpra a ameaça de destruir instalações civis.
Mais de um mês após o início da guerra no Oriente Médio, que provocou milhares de mortes e abalou a economia mundial, Teerã voltou a lançar mísseis e drones contra Israel, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.
Morte do chefe de inteligência
O chefe de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã – força paramilitar do país – foi morto nesta segunda-feira em um ataque direcionado contra ele, de acordo com a mídia estatal iraniana.
Ataques contra cidades em todo o Irã mataram mais de 25 pessoas entre domingo e segunda. Em Haifa, no norte de Israel, duas pessoas foram encontradas mortas e outras duas permaneciam desaparecidas sob os escombros, um dia após um ataque iraniano.
No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom e ameaçou atingir duramente a infraestrutura crítica do Irã caso o governo não reabra o Estreito de Ormuz até o prazo estipulado por ele para terça-feira.
Trump reforçou a ameaça com palavrões em uma publicação nas redes sociais, afirmando que terça-feira (7) será o “Dia da Usina e o Dia da Ponte, tudo junto, no Irã”.
A guerra começou com ataques conjuntos de EUA e Israel em 28 de fevereiro e já deixou milhares de mortos, abalou os mercados globais, interrompeu rotas marítimas essenciais e elevou os preços dos combustíveis. Ambos os lados ameaçaram e atingiram alvos civis, o que motivou alertas sobre possíveis crimes de guerra por parte da ONU e de especialistas em direito internacional.
*Com informações da Reuters, AFP e Estadão Conteúdo
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Fonte: seligacacoal.com.br