O Irã autorizou alguns petroleiros iraquianos a cruzar o Estreito de Ormuz desde o início da guerra, há quase seis meses, após os pedidos reiterados de Bagdá nesse sentido, informou neste sábado (22) a imprensa estatal.
“Apesar de estar submetido às medidas militares mais rigorosas e à insegurança criada no estreito pelas ações hostis dos Estados Unidos, Teerã permitiu que alguns petroleiros iraquianos atravessassem o Estreito de Ormuz nos últimos seis meses”Agência iraniana IRNA.
A agência acrescentou que o Iraque, cuja economia depende muito das exportações de petróleo, pede reiteradamente permissão para o trânsito de seus petroleiros.
Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, com os ataques dos Estados Unidos e de Israel, o Irã praticamente fechou o Estreito de Ormuz e atacou navios na região. A República Islâmica obriga as embarcações a obter permissão e pagar uma tarifa para cruzar a via importante.
Com o objetivo de punir a economia iraniana, os Estados Unidos, por sua vez, implementaram um bloqueio naval aos portos do Irã, contribuindo para o quase fechamento do estreito, pelo qual, antes da guerra, transitavam 20% do gás natural liquefeito e do petróleo consumidos em todo o planeta.
“A experiência dos últimos seis meses demonstrou que o Iraque não tem alternativa ao Estreito de Ormuz para exportar a maior parte de sua produção de petróleo bruto”, afirmou a IRNA.
Ao mesmo tempo, Irã e Omã negociam há várias semanas um acordo sobre o trânsito por Ormuz, que poderia resultar na cobrança de taxas pela oferta de “serviços marítimos”.
Teerã afirma que, mesmo que o acordo seja concluído com o sultanato vizinho, Ormuz não será reaberto enquanto os Estados Unidos não cumprirem a sua parte, com o fim do bloqueio aos portos iranianos, a retirada das sanções à sua produção de petróleo e a liberação dos ativos iranianos depositados no exterior.
Fonte: Jovem Pan