O Irã rejeitou uma proposta de Omã para estabelecer uma gestão conjunta do Estreito de Ormuz, por considerar que o plano “não tem qualquer chance de sucesso” e não atende aos interesses de Teerã, segundo informações divulgadas por canais da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês).
De acordo com a IRGC, uma divisão do controle do estreito em partes iguais entre Irã e Omã “não está alinhada aos interesses do Irã”, embora Teerã considere Omã “um vizinho valioso”. A mesma versão sustenta que Estados Unidos e Arábia Saudita estariam pressionando Mascate a promover propostas classificadas pelo governo iraniano como “irrealistas” para o futuro da estratégica passagem marítima.
Em outra manifestação divulgada pela IRGC, o chefe do Estado-Maior e vice-coordenador do Exército iraniano, almirante Habibollah Sayyari, afirmou que a Marinha do país mantém “controle total” sobre a porção oriental do Estreito de Ormuz, o norte do Oceano Índico e o Mar de Omã.
Segundo Sayyari, “nenhum movimento ocorre no Estreito de Ormuz sem a autorização do Irã”. O militar acrescentou que as forças do Exército e da Guarda Revolucionária permanecem “firmes” na defesa da região.
Também de acordo com a IRGC, o secretário da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, afirmou que Omã “deve saber” que, caso os Estados Unidos intervenham, “as negociações jamais acontecerão”, em referência ao papel de mediação desempenhado por Mascate entre Teerã e Washington.
Fonte: Jovem Pan