O Ministério da Saúde iraniano informou neste sábado, 18, que pelo menos 50 pessoas morreram em consequência dos ataques lançados pelos Estados Unidos contra o país nas últimas semanas, aproximadamente desde a primeira troca de ataques após a assinatura, no último dia 17 de junho, do memorando de entendimento entre os dois países.
“Nos ataques aéreos, mais de 500 pessoas ficaram feridas e 50 perderam a vida”, explicou o porta-voz do Ministério, Hosein Kermanpur, em um comunicado publicado nas redes sociais.
Entre os mortos, foram contabilizadas cinco mulheres e duas crianças; entre os feridos, 32 mulheres e 18 crianças, acrescentou. Entre os feridos, foram realizadas 28 cirurgias e 460 deles já receberam alta. Outros 37 continuam hospitalizados
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou na última sexta-feira uma nova onda de bombardeios sobre território iraniano, a sétima noite consecutiva de operações militares contra a República Islâmica. O Irã respondeu nas últimas horas com ataques contra posições militares dos EUA e infraestrutura no Kuwait, na Jordânia e no Bahrein.
Essa nova escalada ocorre apesar do memorando assinado pelo Irã e pelos Estados Unidos com o objetivo de pôr fim ao conflito desencadeado em 28 de fevereiro.
No entanto, desde 8 de julho, Washington retomou os ataques contra território iraniano, ações justificadas pelo CENTCOM como retaliação às ações atribuídas a Teerã contra navios mercantes no Estreito de Ormuz.
Em resposta, o Irã lançou ataques contra instalações militares americanas em vários países do Oriente Médio, acusando Washington de descumprir o acordo de cessar-fogo alcançado entre ambas as partes.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no último dia 9 de julho que tal cessar-fogo havia deixado de estar em vigor e advertiu que a campanha militar continuará durante esta semana, garantindo que, se Teerã se recusasse a retomar as negociações, a próxima fase da ofensiva incluiria ataques contra infraestruturas como usinas de energia e pontes.
*via Estadão Conteúdo
Fonte: Jovem Pan