O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nomeou nesta segunda-feira (10) Oswaldo Malatesta Neto para ocupar o cargo de chefe de gabinete pessoal da Presidência da República.
Embora Oswaldo já estivesse ocupando a função desde o fim de julho, a formalização do ato foi publicada em edição do Diário Oficial da União (DOU) desta terça (11).
Antes dele, a função era ocupada por Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, exonerado em 21 de julho — que teve seu nome citado em uma investigação da Polícia Federal.
Segundo a PF, Marcola recebeu repasse da empresária Roberta Luchsinger, amiga pessoal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República. Roberta é apontada como lobista.
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Depois da revelação, Marcola admitiu que recebeu a transferência, mas disse que se tratava de um “empréstimo pessoal”, que foi “contraído e quitado”.
O ex-chefe de gabinete de Lula disse ter pago a dívida no valor de R$ 249 mil à empresária.
O empréstimo é citado no terceiro inquérito solicitado pela PF para investigar ligações de Lulinha com o governo, autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.
Na ocasião, a equipe do presidente Lula disse confiar na versão do ex-chefe de gabinete, mas classificou como “erro” ele ter tomado um empréstimo com a lobista Roberta Luchsinger.
Aliados defenderam, porém, que ele divulgasse todos os documentos comprovando o empréstimo e o seu pagamento, para afastar dúvidas e suspeitas sobre sua versão.
Um dia depois do episódio vir à tona, Marcola decidiu deixar a campanha de Lula.
Segundo o blog do jornalista Andréia Sadi, Marcola comunicou a decisão ao presidente do PT, Edinho Silva, e ressaltou se tratar de uma decisão política — para não prejudicar a campanha de Lula à reeleição.
Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula
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