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Lula recebe presidente do Suriname nesta quinta e deve assinar acordo de combate ao crime organizado na fronteira

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebe nesta quinta-feira (28) a presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, no Palácio do Planalto, em Brasília. A expectativa é de que, durante o encontro, os dois líderes assinem acordos de combate ao crime organizado na fronteira e também de cooperação ambiental.

Geerlings-Simons, do Partido Nacional Democrata, é a primeira mulher presidente do país vizinho.

Os dois chefes de Estado terão uma reunião bilateral para discutir o fortalecimento da cooperação entre Brasil e Suriname, países da região amazônica.

Agora no g1 Segundo o governo brasileiro, a conversa deve abordar temas como: segurança na Amazônia; combate ao crime organizado transnacional; integração logística como, por exemplo, a rota marítima pelo norte do Brasil e obras de infraestrutura para exportação; ampliação das relações comerciais; segurança alimentar.

Segundo o Ministério das Comunicações, a reunião terá outros quatro eixos prioritários: petróleo, conectividade e infraestrutura, programas sociais e agronegócio.

Ministros do Suriname chegaram ao Brasil no início da semana para realizarem ministros brasileiros uma reunião preparatória e discutirem temas que serão tratados no encontro bilateral.

Segundo integrantes do Palácio do Planalto, o objetivo é que os ministros façam reuniões de diagnósticos para que, durante o encontro entre Lula e Simons, sejam apresentadas as soluções.

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante reunião bilateral com a Presidenta da República do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons em novembro de 2025.

Ricardo Stuckert / PR O que Brasil e Suriname têm em comum?

Brasil e Suriname compartilham uma fronteira terrestre de 593 quilômetros, é a menor fronteira do Brasil com um país vizinho.

O Suriname tem uma área de floresta que ocupa 95% do território. Seus principais produtos são petróleo e ouro. Apesar da fronteira com o Brasil, o acesso por terra é inviável.

A divisa entre os dois países fica na região Norte, entre os estados do Pará e Amapá, com uma parte do território surinamês que é área de floresta amazônica, de difícil acesso.

Além disso, ambos fazem parte da Amazônia e compartilham preocupações ambientais ligadas à preservação da floresta; mudanças climáticas e avanço das queimadas.

Os dois países também enfrentam desafios relacionados ao garimpo ilegal, tráfico de drogas e crimes transnacionais em áreas de fronteira.

Em 2025, o Brasil apoiou a candidatura do chanceler do Suriname para a Organização dos Estados Americanos (OEA).


Fonte:

g1 > Política