Bebê de seis meses tem ouvido perfurado
após diagnóstico errado em hospital de Cacoal
Mãe relata que filho foi mandado para casa com diagnóstico de dentição; dias depois, médico identificou infecção grave com perfuração do tímpano
Juliana Melato usou as redes sociais para alertar outros pais sobre o ocorrido
Uma moradora de Cacoal, identificada como Juliana Melato, usou as redes sociais para relatar a angústia vivida com o filho, um bebê de seis meses, após — segundo ela — receber um diagnóstico incorreto em um hospital da cidade. A criança teria sido inicialmente atendida por um pediatra que atribuiu as dores ao nascimento dos dentes, mas dias depois foi constatada uma infecção grave no ouvido, já com perfuração do tímpano.
De acordo com Juliana, ela procurou atendimento médico após o filho apresentar febre constante e choro intenso. No primeiro atendimento, o profissional afirmou que a dor era causada pela dentição.
"A gente confia no médico. Ele disse que era dente, que um já tinha rasgado e outro iria rasgar."
— Juliana Melato, mãe do bebêA mãe afirma que seguiu as orientações e medicou o bebê conforme recomendado, mesmo diante da piora do quadro. Sem melhora e com crises de dor persistentes, a família retornou ao hospital em outro plantão. Foi então que, segundo o relato, um novo médico identificou uma infecção no ouvido, já em estado avançado, com necessidade de internação imediata.
"Ele estava com o ouvido estourado de tanta dor. Foram dias gritando sem parar, febre alta, e eu acreditando que era dentição."
— Juliana MelatoJuliana afirmou ter sentido um misto de culpa e revolta. "Culpa por confiar e não investigar mais, e raiva por um profissional não ter avaliado direito", disse.
Ela também criticou a demora no atendimento para internação e aplicação de medicamentos, relatando cerca de uma hora de espera mesmo com a criança em sofrimento.
"Pago mais de R$ 800 por mês esperando profissionais qualificados e cuidadosos, e acontece isso com um bebê", declarou, ao criticar o custo do plano de saúde diante da qualidade do serviço recebido.
Juliana afirma possuir registro em prontuário do primeiro atendimento indicando ausência de alterações no ouvido, garganta ou outros sinais infecciosos. O caso, segundo ela, reforça um alerta a outros pais.
"Questionem, observem, não coloquem confiança total. Médicos também falham."
— Juliana Melato
