Mais de 48 mil migrantes já retornaram ao Marrocos vindos do enclave espanhol de Ceuta, onde haviam chegado 60 mil, informou o Ministério do Interior espanhol nesta sexta-feira (31).
“Saídas de Ceuta para Marrocos em 31 de julho, até as 18h00: mais de 48.300”, afirmou o Ministério do Interior em comunicado enviado à AFP.
As quase 60 mil pessoas atravessaram a fronteira entre Marrocos e Ceuta, na Espanha, nos últimos dias, afirmou nesta sexta o presidente da cidade autônoma espanhola, Juan Vivas. Segundo ele, o total equivale a cerca de 70% da população do enclave espanhol no norte da África.
O presidente de Ceuta também anunciou que, até o momento, 34 pessoas morreram tentando entrar no território espanhol durante a crise migratória.
Crise diplomática
O governo espanhol anunciou o envio de soldados para auxiliar a Guarda Civil a “manter a segurança” no território da costa norte da África.
O Ministério do Interior indicou que estabeleceu um acordo com Rabat sobre medidas para devolver “o mais rápido possível ao Marrocos todas as pessoas que entraram ilegalmente em Ceuta”. Até o momento, as autoridades marroquinas não publicaram nenhuma declaração oficial.
As imagens impactantes das pessoas atravessando a fronteira já provocaram consequências diplomáticas.
A Itália pediu na quinta-feira a suspensão da Espanha do espaço Schengen de livre circulação, por sua política migratória “equivocada”. O governo espanhol convocou o embaixador italiano em Madri.
Dois funcionários de alto escalão da Casa Branca também reiteraram as posições do governo Donald Trump a respeito da imigração utilizando um vídeo de Ceuta.
Por sua vez, a França anunciou nesta sexta-feira que reforçará os controles na fronteira espanhola devido à crise.
*Com informações da AFP
Fonte: Jovem Pan