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Mais uma família denuncia morte após colonoscopia em clínica de Cerejeiras

Um segundo caso de morte após a realização de exames de colonoscopia foi denunciado à polícia na quinta-feira (5). A família de Alzery Geraldo de Souza afirma que ele morreu dias depois de passar por uma colonoscopia e uma endoscopia feitas em setembro de 2025, em uma clínica particular de Cerejeiras (RO).

Segundo os familiares, os exames foram realizados na mesma clínica e pelo mesmo médico citados no caso de Thyago da Silva Severino, de 34 anos, que morreu no último sábado (28) após passar por uma colonoscopia.

Ainda segundo os familiares de Alzery, um boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Cerejeiras para que sejam apuradas as circunstâncias do atendimento e se houve erro médico. A polícia informou que o caso será investigado.

A família relata que, logo após terminar os exames, Alzery começou a sentir fortes dores na barriga. Segundo os parentes, a dor era tão intensa que ele precisou de ajuda da pessoa que o acompanhava para conseguir se vestir antes de sair da clínica.

De acordo com o relato da família, ao chegar em casa eles tentaram fazer massagem na barriga dele para aliviar o desconforto, mas a dor continuava forte. Mesmo com as reclamações, o médico teria prescrito apenas um remédio para dor e liberado o paciente.

Com o agravamento do quadro, Alzery precisou ser levado ao hospital de Cerejeiras. Em seguida, foi transferido para um hospital em Vilhena (RO), onde realizou uma tomografia.

Segundo a família, o exame apontou uma perfuração no intestino, e os médicos informaram que seria necessária uma cirurgia de emergência para tentar conter o problema.

Após o procedimento, Alzery entrou em coma e permaneceu internado por 10 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Vilhena. Ele não resistiu e morreu no dia 30 de setembro, dez dias depois de ter realizado os exames.

A família também afirma que o médico responsável pelo procedimento não prestou assistência após o ocorrido. Segundo os relatos, mesmo depois de enviarem mensagens para a clínica, não houve resposta ou retorno.

Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia (Cremero) informou que tomou conhecimento do caso e que as informações serão analisadas pelos setores responsáveis. O órgão explicou que possíveis investigações são sigilosas e, por isso, não pode comentar detalhes neste momento.

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