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Marcos Rogério (PL) fala em ‘resultado histórico’ para Rondônia no primeiro discurso após vitória

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Marcos Rogério (PL) fala em ‘resultado histórico’ para Rondônia no primeiro discurso após vitória
Marcos Rogério (PL) em coletiva após ser eleito governador de Rondônia — Foto: Mateus Santos/g1

Em seu primeiro discurso após a vitória, realizado neste domingo (4), Marcos Rogério (PL) atribuiu o resultado à união do seu grupo político e agradeceu a Deus, à família, aos aliados, prefeitos e eleitores.

“Foi um projeto construído a muitas mãos. Não era projeto de um homem só, era um projeto de um time. E foi justamente esse time, com a bênção de Deus, que hoje conquistou esse resultado histórico para o estado de Rondônia”, declarou durante sua primeira coletiva de imprensa.

 

Marcos Rogério (PL) foi eleito governador de Rondônia neste domingo (4). Às 18h13, com 91,44% das seções apuradas, o candidato tinha 56,88% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com 100% das urnas apuradas, o candidato totalizou 56,86%. Adailton Furia (PSD) apareceu na sequência com 20,06%.

O governador eleito também celebrou a eleição de Fernando Máximo e Bruno Scheid para o Senado, ambos pela chapa do PL. Ambos os candidatos vão ocupar os cargos no Senado pela primeira vez. Com essa nova composição, todos os senadores eleitos por Rondônia são do PL.

Ao falar diretamente aos eleitores, Rogério agradeceu os votos.

“A cada rondoniense que saiu de casa hoje, que foi às urnas, exerceram o seu direito de voto. E não foi apenas o depósito de um voto na urna, no Marcos Rogério e no 22. Ali foi o depósito de esperança, esperança nesse Estado, esperança de mudança”, agradeceu.

 

Perfil do governador eleito

 

Marcos Rogério da Silva Brito nasceu em Ji-Paraná (RO), tem 47 anos e formação em Direito e Jornalismo, além de mestrado em Administração Pública.

Sua trajetória política, segundo dados do TSE, começou como vereador de Ji-Paraná (RO) em 2008. Também foi deputado federal por dois mandatos consecutivos, começando em 2010; em 2018 foi eleito senador por Rondônia.

Deixou o cargo brevemente em 2022 para disputar a vaga de governador em Rondônia, mas não foi eleito.

Como foi a disputa

 

A Pesquisa Quaest encomendada pela Rede Amazônica e realizada no sábado (3) previu a vitória de Marcos Rogério já no primeiro turno, considerando os votos válidos.

Mas o primeiro levantamento, realizado em agosto, mostrou que a disputa poderia ser bem mais acirrada: Rogério apareceu tecnicamente empatado com Adailton Furia, considerando a margem de erro. Um mês depois, passou a liderar a intenção de votos.

campanha de Rogério contou com o apoio do prefeito de Porto Velho, Léo (Podemos). Sua chapa faz parte da coligação “Juntos Por Rondônia”, formado pelos partidos: Podemos, PL, Democratas, Novo e Mobiliza.

Para o eleitorado, Marcos Rogério se posicionou como um candidato de direita, apoiado pelo candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL). Além disso, durante a campanha, destacou sua atuação como senador como diferencial para assumir a vaga no governo de Rondônia.

Foi a segunda vez que o candidato tentou o cargo no Executivo. Na última eleição estadual, ele foi para o segundo turno, mas foi derrotado por Marcos Rocha (PSD).

Contexto da eleição na região

 

A disputa pelo governo de Rondônia em 2026 foi marcada por debates concentrados em torno de serviços essenciais ao estado: saúde, segurança pública, infraestrutura e regularização fundiária. Esses assuntos apareceram com frequência em entrevistas, debates e atos de campanha.

Outro assunto que esteve presente na disputa eleitoral, gerando assuntos nos confrontos entre os candidatos, foi batalha jurídica envolvendo a candidatura de Samuel Costa (PSB). A direção nacional do partido destituiu o diretório estadual e decidiu apoiar a candidatura de Expedito Netto (PT), mas Samuel contestou a medida na Justiça e manteve sua campanha até o fim.

Participam da disputa pelo governo de Rondônia: Adailton Furia (PSD), Expedito Netto (PT), Hildon Chaves (União), Marcos Rogério (PL), Pedro Abib (MDB) e Samuel Costa (PSB).

G1RO

Fonte: Folha de Vilhena