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Master: PF aponta que planilhas, extratos e contratos ‘artificiais’ sustentavam ativos sem lastro

As investigações da Polícia Federal apontam que materiais apreendidos e dados telemáticos indicam a existência de um fluxo interno voltado à criação de documentos artificiais no Banco Master.
Segundo a apuração, foram identificados contratos, extratos, planilhas e procurações produzidos em série com o objetivo de dar aparência de regularidade a ativos que não teriam garantia real.
Os investigadores também citam a existência de uma espécie de “linha de produção” dentro da instituição, voltada à criação e circulação desses documentos.
Entre os indícios levantados estão ajustes manuais em extratos, uso de documentos com datas retroativas e emissão padronizada de instrumentos contratuais. Também há menção ao uso de procurações atípicas, assinadas por agentes do banco no lugar de clientes.
O material faz parte do contexto das investigações que apuram negócios entre o Master e o Banco de Brasília (BRB).
A Polícia Federal investiga se houve falhas em processos internos de análise e governança do banco público e se foram realizadas operações com ativos considerados irregulares.
A nova fase da operação também apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa, relacionadas ao pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.
O caso envolve o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso desde março, e o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, preso nesta quinta-feira (16), suspeito de facilitar negócios entre as instituições.
As defesas dos citados ainda devem se manifestar sobre as conclusões da investigação.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Caso Master: Daniel Vorcaro é transferido do presídio para a Superintendência da PF
Jornal Nacional/ Reprodução


Fonte:

g1 > Política

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