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Max Russi aposta em Flávio, filia 30 prefeitos e projeta Podemos como força eleitoral em MT

O presidente do Podemos de Mato Grosso e da Assembleia Legislativa, Max Russi, saiu da janela partidária com números expressivos. Em entrevista à Jovem Pan, o deputado revelou que o partido filiou três deputados estaduais, um deputado federal e 30 prefeitos. “Saímos muito grande dessa janela”, afirmou. A projeção é eleger seis deputados estaduais e ao menos um deputado federal em 2026. “Vamos com certeza passar dos 400 mil votos e vamos dobrar nossa representação dentro da Assembleia.”
Russi não disfarçou a inclinação ao nome de Flávio Bolsonaro. “Quando foi colocado o nome do Flávio, já existe uma tendência dentro do nosso estado, pelo agronegócio, enfim, pela composição da economia do nosso estado”, disse. “No estado de Mato Grosso tem um viés de direita muito forte. E o Flávio é uma tendência.” Os dois já se encontraram em uma feira no norte do estado, mas sem avanços sobre aliança. “Nos cumprimentamos, mas não tivemos um momento para estar conversando, falando de alianças, nada nesse sentido, mas é uma tendência nossa aqui no estado de estarmos andando junto.”
Sobre alianças, Russi afirmou que não tomará decisões sozinho. “Nós vamos ouvir os candidatos a deputado estadual, os candidatos a deputado federal e também os 30 prefeitos que se filiaram ao partido.” Questionado sobre seguir o mesmo caminho da direção nacional, que em São Paulo sinalizou apoio ao governador do Republicanos, o deputado foi cauteloso. “A gente vai esperar esse momento dessa convergência, dessas conversas, desses alinhamentos.”
Diante da onda de feminicídios em Mato Grosso, Russi reconheceu os limites da legislação. “Aumento de penas, as leis, os debates, as campanhas publicitárias acabam não resolvendo esse problema, porque está muito forte, infelizmente, na cultura de alguns homens que acham que as mulheres são propriedades deles.” A saída, segundo ele, passa pela educação. “Nós precisamos trabalhar isso dentro das escolas, com as nossas crianças, com os nossos adolescentes, para tentar mudar essa realidade.”
Sobre a derrubada do veto da dosimetria, foi direto. “Foi uma decisão correta do Congresso. Precisava ser feita essa dosimetria. Eu acho que o acirramento vai ampliar agora, aproximando-se das eleições, cada vez mais”, disse Russi.


Fonte: Jovem Pan

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