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Meloni diz que críticas de Trump ao papa são ‘inaceitáveis’

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, classificou nesta segunda-feira (13) como “inaceitáveis” as críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao papa Leão XIV, após o pontífice se manifestar contra a guerra no Oriente Médio.
“Considero inaceitáveis as palavras do presidente Trump sobre o Santo Padre. O papa é o chefe da Igreja católica, e é justo e normal que ele peça a paz e condene todas as formas de guerra”, afirmou em nota.
Meloni já havia emitido uma declaração apoiando os esforços do papa pela paz e reconciliação. Pouco antes de partir para uma viagem à África, o papa, nascido nos Estados Unidos, tornou-se alvo de duras críticas de Trump, que o chamou de “fraco” e “péssimo para a política externa”.
Algumas horas depois, Trump se recusou a retratar suas palavras. “Não há nada pelo que me desculpar. Ele está errado”, disse a repórteres, chamando novamente o papa de “fraco”.

“Não tenho medo”
Durante o voo de ida para Argel, primeira etapa da viagem à África, o papa disse que não tem medo do presidente. “Continuarei falando com voz forte sobre a mensagem do Evangelho, pela qual a Igreja trabalha. Não somos políticos, não olhamos para a política externa com a mesma perspectiva. Mas acreditamos na mensagem do Evangelho como construtores de paz”.
Leão XIV diz que não vê seu papel como o de um político e que não quer entrar em debate com o presidente dos EUA. “A minha mensagem é o Evangelho e continuo a falar com força contra a guerra”.
Durante a viagem, o papa cumprimentou os cerca de 70 jornalistas que o acompanham: “É uma viagem especial, a primeira que eu queria fazer. Uma oportunidade muito importante para promover a reconciliação e o respeito pelos povos”. Ele visitará até a próxima quinta-feira (23) a Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial.
Falar com força contra a guerra
Segundo Leão XIV, a mensagem do Evangelho não deve ser deturpada como alguns estão fazendo. “Eu continuo a falar com força contra a guerra, buscando promover a paz, promovendo o diálogo e o multilateralismo com os Estados para encontrar soluções aos problemas. Muitas pessoas estão sofrendo hoje, muitos inocentes foram mortos e acredito que alguém deve se levantar e dizer que há um caminho melhor”.
Ele diz que sua mensagem é para todos os líderes do mundo, não apenas para Trump: “Tentemos acabar com as guerras e promover a paz e a reconciliação”.
*AFP e Agência Brasil


Fonte: Jovem Pan

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