Memphis tem novo contrato até julho de 2028.
A novela, repleta de idas e vindas, ainda terá desdobramentos.
Dívida renegociada mais o novo contrato: cerca de 135 milhões de reais — algumas fontes falam em 135,5 milhões —, além de premiações por metas coletivas, títulos e classificações. Ele vai receber em torno de 2 milhões de reais mensais, mais quatro parcelas semestrais de cerca de 14 milhões.
Se houver atraso, o clube perde o desconto e volta ao valor cheio. A primeira parcela vence em janeiro próximo. Talvez Osmar Stabile nem seja mais o presidente… mas ele pode buscar a reeleição.
O Corinthians diz que Memphis concedeu um desconto de 21 milhões. O tempo vai dizer se o caixa aguenta sem novos atrasos ou crises.
É preciso deixar claro: o primeiro contrato era irreal, feito de forma irresponsável pela diretoria de Augusto Melo. E Osmar Stabile era o vice dele.
A nova dívida assumida pelo Corinthians continua alta para um clube que luta para manter o fluxo de caixa básico.
O presidente disse nas últimas horas que é possível pagar esse novo contrato.
Memphis saiu com a melhor parte do negócio. Não tinha proposta séria do mercado europeu de alto nível, nem de clubes brasileiros.
Ficar no Corinthians — grande clube, onde construiu identificação — era a melhor alternativa disponível. Continuar como ídolo e protagonista.
Ele baixou o preço, mas não baixou o padrão de vida nem a segurança financeira. Em dia ou atrasado, ele sabe que vai receber os valores acordados. Tudo foi um negócio.
As concessões de Memphis Depay não foram motivadas por “amor ao clube” ou generosidade. Foram decisões calculadas, baseadas no interesse próprio.
Claro que é bom ter afeto pela torcida e gosto pela vida no Brasil.
Mas, a meu ver, isso não foi o motor das reduções financeiras.
A partir de agora, em campo e fora dele, o caso Memphis vai continuar sob avaliação de milhões de olhos.
Até a próxima
Fonte: Jovem Pan