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Ministro do Desenvolvimento diz que tarifaço dos EUA é ilegal e espera amenizar efeitos até dezembro

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias, afirmou nesta quarta-feira (20) que o governo brasileira espera “aplacar minimamente” (acalmar, amenizar os efeitos) o tarifaço imposto pelos Estados Unidos (EUA) para o Brasil até dezembro.
Após o Fórum Saúde EMS Esfera: Soberania e Tecnologia: Impulsionando a Indústria Nacional, ele classificou a sobretaxa específica destinada ao país como “ilegal”, “indevida” e “abusiva”.
Elias avaliou, também, que não deverá ser possível finalizar o processo de reciprocidade brasileiro, a respeito do tarifaço dos EUA, até dezembro.
“Acho que não dará não terá tempo para terminar antes de dezembro nenhum processo de reciprocidade mas a minha expectativa é que a gente consiga negociar e resolver ou pelo menos aplacar minimamente as questões com os Estados Unidos antes do final do ano”, declarou o ministro.
Em meados do mês passado, os EUA aplicaram uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com uma extensa lista de itens isentos. No processo, o governo Trump afirmou que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao comércio de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria. (leia mais abaixo)
No fim de julho, os Estados Unidos anunciaram outra sobretaxa sobre 60 países, incluindo o Brasil, com alíquotas variando entre 10% e 12,5%. A decisão, informou os EUA, foi resultado de uma investigação para punir países que adotam práticas comerciais consideradas desleais por não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
Ele defendeu que o Brasil continue negociando com os Estados Unidos, apesar da barreira comercial imposta por meio do tarifaço, mas que também se defenda – algo que pode ser implementado por meio do processo de reciprocidade.
O ministro explicou que, nesse processo de defesa comercial, foi concedido um prazo aos ministérios de 60 dias para coleta de informações sobre o que pode ser feito.
“Nós vamos elaborar um relatório, daqui a provavelmente 60 dias, discriminando, detalhando quais são os aspectos mais relevantes da participação, da medida que foi imposta e quais os efeitos que ela possa reproduzir”, explicou Márcio Elias.


Fonte:

g1 > Política

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