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Nos pênaltis, PSG é campeão da Champions League pela segunda vez seguida

O PSG conquistou a sua segunda Champions League neste sábado (30), em seguida, após vencer o Arsenal, nos pênaltis, por 4 a 3. No tempo regulamentar, os times empataram em 1 a 1, o que levou à prorrogação na Puskas Arena, em Budapeste, na Hungria. Depois de 20 anos após disputar sua primeira final, o Arsenal não conseguiu vencer sua primeira Champions de novo.
Dessa vez, não levou a virada, apesar de ter tomado o empate, mas o time de Luis Enrique foi soberano durante praticamente todo o jogo e foi mais preciso nos pênaltis.
A partida começou de um jeito meio esquisito. A bola foi colocada em jogo e, em seguida, um bico para cima do time de Mikel Arteta. Não levou a muita coisa. Porém, o time inglês não deu tempo para o PSG pensar antes de abrir o placar.
Havia a expectativa de que o Arsenal apostasse todas as suas fichas na bola parada, uma de suas maiores armas durante a temporada em que conquistou a Premier League. Entretanto, o primeiro gol veio aos cinco minutos de jogo com a bola rolando. Uma pancada de perna esquerda do meia Kai Havertz, sem chance de defesa para Matvey Safonov, que viu a bola passar por cima da sua cabeça.
O gol foi marcado após um belo passe de Leandro Trossard, de lado, com o braço colado no corpo.  A ideia de Mikel Arteta parecia mesmo apostar nos contra-ataques com um time mais leve, já que o artilheiro grandalhão Viktor Gyökeres, que marcou cinco vezes na competição e 14 vezes na Premier League, começou a partida no banco de reservas.
Por volta dos 15 minutos, o time de Luis Enrique ainda não tinha se encontrado no jogo. O Arsenal se fechava com a solidez defensiva que marcou o estilo de Arteta e não deixava espaço para o time parisiense, que agora ficava mais com a bola.
Aos 35 minutos, a posse de bola era de 79% para o PSG. Até com enroscos dentro da área, a zaga de Gabriel Magalhães e William Saliba não dava chance para o trio Désiré Doué, Dembélé e Khvicha Kvaratskhelia. O goleiro espanhol David Raya teve que fazer uma defesa apenas no primeiro tempo, nos acréscimos.
Quando subia, o Arsenal levava perigo. Ainda nos acréscimos, Havertz foi travado dentro da área pelo brasileiro Marquinhos, impedindo a ampliação do placar. A dupla de zaga da Seleção Brasileira, Magalhães e Marquinhos, fez um grande primeiro tempo.

Segundo tempo
Voltando do intervalo sem mudanças, o jogo parecia o mesmo do primeiro tempo. O PSG não encontrava meios de furar a parede dos Gunners. A partida ficou mais física, com duelos mais duros por ambas as partes.
Foi nesse ímpeto de disputa a todo custo que o lateral Cristhian Mosquera perdeu a marcação e derrubou Kvaratskhelia dentro da área, que ostentava um ralado gigante na perna direita.
Ganhador da Bola de Ouro do ano passado, Ousmane Dembélé cobrou a penalidade. Bola de um lado, goleiro do outro. Tudo igual em Budapeste. Arteta mexeu e colocou Jurriën Timber no lugar de Mosquera, que tinha um jogo bom até o pênalti, e Gyökeres no lugar do meia Martin Ødegaard, que não fez bom jogo.
Kvaratskhelia, em contra-ataque, colocou uma bola na trave após desvio de Myles Lewis-Skelly. O PSG se impunha como no jogo todo, enquanto o Arsenal não sabia muito o que fazer com a bola no pé. Arteta decidiu mexer no time de novo, aos 35 do segundo tempo. Gabriel Martinelli e Noni Madueke entraram no lugar de Saka e Trossard.
O craque Kvaratskhelia saiu e deu lugar ao jovem Bradley Barcola. Movimento ousado de Luis Enrique. Ele chegou a ficar cara a cara com Raya, mas o espanhol saiu bem do gol. Vitinha finalizou por cima do gol com menos de um minuto para os 45 do segundo. A tensão tomava conta de Budapeste.
Gonçalo Ramos entrou no lugar do goleador Dembélé. Preocupação para a seleção francesa, já que o atacante saiu por lesão. Barcola teve a chance de virar no último lance do tempo normal, mas a bola saiu à direita do gol de Raya. O jogo continuaria na prorrogação.
Prorrogação
Para o primeiro tempo da prorrogação, entraram Martín Zubimendi no lugar de Lewis-Skelly e Eberechi Eze no lugar de Kai Havertz no Arsenal, gastando todas as suas substituições. Para o PSG, sem mudanças, até a entrada de Warren Zaïre-Emery, no lugar de Fabián Ruiz.
Os times pareciam não querer se arriscar e tomar o gol. O goleiro Raya cobrava os tiros de meta no meio do campo, sem tentar sair jogando. O PSG ainda dominava a posse, mas não levava tanto perigo para o espanhol. Hakimi mandou uma bola por cima da trave, mas muito longe.
O Arsenal reclamou de um pênalti em um dos raros momentos em que teve a bola, mas o árbitro alemão Daniel Siebert não quis revisar o lance no VAR. Sobraram cartões amarelos para Declan Rice e Mikel Arteta por reclamação.
A falta de substituições fez com que Arteta não pudesse tirar o zagueiro/lateral Piero Hincapié, que sofria com cãibras e claramente não tinha mais condições de jogo. O brasileiro Martinelli foi obrigado a se manter na cobertura do equatoriano.
O português Vitinha também mancava em campo. O fim de temporada europeia ia cobrando seu preço, faltando 12 dias para a Copa do Mundo. No lugar do meia entrou o brasileiro Lucas Beraldo, que pode atuar tanto como zagueiro como meia. Llua Zabarnyi entrou no lugar do sempre seguro e capitão da Seleção, Marquinhos.
No segundo tempo da prorrogação, o time de Arteta parecia confortável com a ideia de uma disputa por pênaltis. Postado bem atrás, não pressionava o PSG, que rodava a bola e procurava alternativas. Mas o clima no campo era de decidir na marca da cal. O Arsenal chegou a finalizar duas vezes antes do final, mas sem perigo. Cobrando escanteio, no último lance, os ingleses pouco produziram. Seria por pênaltis que se decidiria o campeão de 2026 da maior competição de clubes do mundo.
Pênaltis
Placar: PSG 4 x 3 Arsenal
PSG – Marcaram: Gonçalo Ramos, Désiré Doué, Achraf Hakimi, Lucas Beraldo. Perdeu: Nuno Mendes.
Arsenal – Marcaram: Viktor Gyökeres, Declan Rice, Gabriel Martinelli. Perderam: Eberechi Eze, Gabriel Magalhães.
Em uma disputa equilibrada, o brasileiro Gabriel Magalhães perdeu a última cobrança, isolando por cima do travessão, e entregando o segundo título para o time de Luis Enrique.
Raya foi o único que pegou um pênalti, o de Nuno Mendes. Eberachi Eze, que entrou na prorrogação, também bateu para fora, ao lado esquerdo do goleiro. Destaque também para Beraldo, que entrou na prorrogação, cobrou o quinto pênalti do PSG e não pareceu sentir a pressão da partida.
Ficha técnica
Competição: Champions League – Final
Estádio: Puskas Arena, Budapeste, Hungria
Árbitro: Daniel Siebert/ALE
Paris Saint-Germain: Matvey Safonov, Achraf Hakimi, Marquinhos (Llua Zabarnyi), Willian Pacho, Nuno Mendes, Fabián Ruiz (Warren Zaïre-Emery), Vitinha (Lucas Beraldo), João Neves, Désiré Doué, Ousmane Dembélé (Gonçalo Ramos), Khvicha Kvaratskhelia (Bradley Barcola).
Arsenal: David Raya, Cristhian Mosquera (Jurriën Timber), William Saliba, Gabriel Magalhães, Piero Hincapié, Martin Ødegaard (Viktor Gyökeres), Declan Rice, Myles Lewis-Skelly (Martín Zubimendi), Bukayo Saka (Noni Madueke), Kai Havertz (Eberechi Eze), Leandro Trossard (Gabriel Martinelli).
Gols: Kai Havertz, 5 minutos, Arsenal
Ousmane Dembélé, 25 minutos do segundo tempo, PSG
Cartões: Amarelos – Mosquera, Saka, João Neves, Gyökeres, Rice, Nuno Mendes
 


Fonte: Jovem Pan

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