O Partido Liberal (PL) entrou no TSE questionando a metodologia da pesquisa Atlas/Bloomberg dizendo que o instituto manipulou o entrevistado ao mostrar sobre os áudios entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro. Com essa ação, o PL erra duplamente.
Primeiro, porque o entrevistado não poderia alterar a resposta de intenção de voto após a ciência dos áudios. Portanto, ouvir os áudios não interferiu em absolutamente nada o resultado da pesquisa. De acordo com o instituo, a ideia era medir o impacto de acontecimentos reais na opinião pública sem a possibilidade de alteração de resposta por parte do entrevistado.
O segundo erro é de natureza política. O caso já estava sendo esquecido, e Flávio Bolsonaro havia subido em algumas pesquisas de outros institutos. Mas, ao questionar na Justiça Eleitoral, o senador atrai novamente os holofotes para o caso.
Por fim, o questionamento dá argumentos para o PT de que Flávio Bolsonaro agiu para censurar o instituto. Aliás, não só para a esquerda. O próprio Zema, candidato de direita, já explora essa narrativa.
Fonte: Jovem Pan