O luxo já se materializou de diferentes formas ao longo da história e, no universo da moda, ele quase sempre esteve essencialmente ligado a itens de grandes marcas. No Brasil, a cultura da ostentação gerou desdobramentos como as falsificações e dupes (réplicas acessíveis).
Mas existe uma medida de luxo que nunca saiu de moda e nunca pôde ser replicado: o tempo. Esse sempre foi um marcador importante de classes e voltou ao auge na era em que vivemos – cada vez mais intangível.
Junto a ele, a privacidade, um artigo novo, mas que se tornou raro em um contexto de hiperconectividade.
Com o acesso a itens caros (ou cópias deles) cada vez mais facilitado, o valor do luxo se desloca para a experimentação.
Fazer uma aula de pilates no meio da tarde, cozinhar sem nenhum estímulo, passar um final de semana inteiro sem tocar no celular… parece impossível? Para a maioria das
pessoas, é mesmo. E por isso experiências como essas passaram a ser tão valorizadas.
Alo Yoga e Lululemon inauguraram uma nova era das roupas esportivas| Foto: reprodução/Pinterest
Mas é claro que a indústria não iria deixar esse movimento passar. Marcas novas, como Alo e Lululemon, provam que dá para cobrar caro em roupas esportivas pensadas para mulheres que passam boa parte do dia com elas, já que geralmente não têm trabalhos formais, e deram origem até a um novo estilo, o athleisure.
Primeiro spa da Dior foi instalado no Copacabana Palace | Foto: divulgação
As marcas tradicionais não ficam de fora: enquanto a Dior criou seu próprio spa,a Tiffany abriu seu café e por aí vai.
Como todo símbolo de status, esses elementos também passam a ser performados. O matchá na mão, a roupa de academia impecável às 11h da manhã de uma terça-feira e a rotina leve compartilhada nas redes não falam mais apenas sobre bem-estar, mas sobre privilégio.
Fonte: Jovem Pan