Se você quer saber quem é o maior artilheiro da Coreia do Sul na história das Copas do Mundo, a resposta direta é um empate triplo no topo da tabela. Os atacantes Ahn Jung-hwan e Son Heung-min, ao lado do ex-meio-campista Park Ji-sung, dividem o posto de maiores goleadores do país em Mundiais, com três gols marcados cada. Essa marca reflete a força ofensiva de diferentes gerações de uma seleção asiática que se classificou para todas as edições do torneio de forma ininterrupta desde 1986.
O peso do trio histórico e como os donos do recorde alcançaram a marca
Ahn Jung-hwan, Park Ji-sung e Son Heung-min não apenas lideram as estatísticas, mas também foram responsáveis por momentos inesquecíveis do futebol sul-coreano no cenário internacional.
Ahn Jung-hwan e o milagre de 2002
O ex-atacante se tornou um herói nacional durante a campanha histórica da Coreia do Sul, que dividiu a sede do torneio com o Japão. Ahn marcou duas vezes na Copa de 2002, incluindo o lendário gol de ouro contra a Itália nas oitavas de final. Quatro anos depois, na Alemanha, ele balançou as redes contra o Togo, consolidando seus três gols em Mundiais.
Park Ji-sung e a regularidade impressionante
Ídolo do Manchester United, Park Ji-sung ostenta um feito raro: ele é o único jogador sul-coreano a marcar em três Copas consecutivas. O incansável meio-campista deixou sua marca na vitória contra Portugal em 2002, garantiu o empate heroico contra a França em 2006 e fechou sua conta pessoal superando a defesa da Grécia na edição de 2010.
Son Heung-min e o protagonismo moderno
Principal estrela contemporânea do país, Son Heung-min igualou o recorde ao longo das edições realizadas no Brasil e na Rússia. Após anotar um gol contra a Argélia em 2014, o craque do Tottenham brilhou em 2018 com um golaço de fora da área contra o México e o emblemático gol que eliminou a Alemanha nos acréscimos da fase de grupos.
O ranking de goleadores sul-coreanos em Mundiais
Abaixo do trio de ferro, a lista de artilheiros da seleção sul-coreana conta com nomes que aproveitaram suas poucas oportunidades para gravar seus nomes na história das Copas.
1. Os líderes isolados (3 gols)
Ahn Jung-hwan: Edições de 2002 e 2006;
Park Ji-sung: Edições de 2002, 2006 e 2010;
Son Heung-min: Edições de 2014 e 2018;
2. O pelotão dos dois gols
Vários atletas conseguiram marcar duas vezes no principal torneio da Fifa, com destaque para atuações recentes e campanhas históricas do passado.
Cho Gue-sung: O centroavante anotou seus dois gols de cabeça na mesma partida durante a Copa do Catar em 2022;
Kim Young-gwon: O zagueiro artilheiro foi fundamental ao marcar em 2018 e novamente em 2022;
Lee Chung-yong: Destaque absoluto no setor ofensivo da campanha de 2010 na África do Sul;
Lee Jung-soo: O defensor também surpreendeu ao balançar as redes duas vezes na edição de 2010;
Hwang Sun-hong: O ídolo do passado marcou um gol na Copa de 1994 e outro em 2002;
Hong Myung-bo: O lendário capitão de 2002 anotou seus dois tentos no Mundial de 1994;
Yoo Sang-chul: O versátil meio-campista deixou sua marca nas edições de 1998 e 2002;
3. A marca de um gol
Uma longa lista de jogadores possui apenas um gol em Copas. Entre os nomes mais notáveis da geração atual estão Hwang Hee-chan e Paik Seung-ho, que balançaram as redes na edição de 2022. O pioneiro Park Chang-sun também merece menção honrosa obrigatória, pois foi o autor do primeiro gol da história da Coreia do Sul em Mundiais, anotado contra a Argentina em 1986.
A corrida atual e quem pode assumir a artilharia isolada
Observando o elenco atual, o recorde de três gols tem grandes chances de ser quebrado em breve. Como Son Heung-min segue em plena atividade e continua sendo a principal referência ofensiva e capitão dos “Tigres da Ásia”, basta apenas um gol na Copa do Mundo de 2026 para que o atacante assuma a liderança absoluta do ranking.
Além do camisa 7, o centroavante Cho Gue-sung, que já possui dois gols na conta, surge como um candidato forte para embolar a disputa no topo da tabela nos próximos anos.
Os números ofensivos da Coreia do Sul mostram uma evolução clara de uma seleção que, em suas primeiras décadas, apenas figurava na competição, mas que hoje entra em campo para competir e assustar potências europeias e sul-americanas. Seja pelo talento individual de uma estrela da Premier League ou pela organização tática que permite a zagueiros chegarem ao ataque como elemento surpresa, a tradição goleadora do país asiático no torneio tem tudo para ser ampliada muito em breve.
Fonte: Jovem Pan