Imagem ilustrativa de homem algemado.
Divulgação
Gustavo de Paulo, conhecido pelo apelido de “Kanon”, suspeito de ser uma das lideranças do Comando Vermelho, foi preso na zona Leste de Porto Velho (RO). Segundo a Polícia Militar, ele estava foragido da Justiça.
De acordo com a PM, os policiais descobriram, após investigações, que o suspeito se escondia em uma casa da capital. O local passou a ser monitorado e, em determinado momento, os agentes viram um homem com características semelhantes às do foragido em frente ao imóvel. Na abordagem, a identidade foi confirmada e os policiais constataram que havia um mandado de prisão em aberto contra ele.
Ainda segundo a polícia, Gustavo era um dos principais alvos da última fase da Operação Audácia, deflagrada em fevereiro de 2024. A ação tem como objetivo enfraquecer a atuação de facções criminosas em Rondônia e em outros estados, tanto dentro quanto fora dos presídios.
Após ser preso, o suspeito foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito e, em seguida, encaminhado ao presídio Urso Branco, onde permanece à disposição da Justiça. O celular dele também foi apreendido e entregue à Polícia Civil para auxiliar nas investigações.
O g1 tenta locaizar a defeza de Gustavo de Paulo.
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Ministro Alexandre de Moraes, Domingos Brazão e Rivaldo Barbosa
Acervo TV Globo - Reprodução
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a transferência de Domingos Inácio Brazão e de Rivaldo Barbosa, ambos condenados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco, para uma penitenciária no Rio de Janeiro.
No despacho, Moares determina que autoridades administrativas devem "providenciar o imediato cumprimento desta decisão e comunicar a este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no prazo de 24h (vinte e quatro horas)".
Transferência de Domingos e Rivaldo
Domingos Brazão está preso no presídio federal de Porto Velho, em Rondônia.
STF condena mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes
No fim de fevereiro, foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal a 76 anos e 3 meses de prisão por ser um dos mandantes da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
Moraes explicou na decisão que, à época da transferência para Rondônia, a determinação se baseou "na gravidade concreta da organização criminosa, no papel de liderança exercido pelos acusados e no risco evidente à ordem pública e à própria persecução penal".
"À época, ressaltou-se que os investigados integravam o topo de uma estrutura extremamente violenta, o que tornava imprescindível sua inclusão imediata em penitenciária federal e atendia ao art. 3º da Lei 11.671/2008, especialmente porque ainda estavam presentes os fundamentos da prisão preventiva, como risco de interferência e atuação criminosa".
Moraes afirmou que o cenário mudou com a condenação de Brazão.
"Isso porque as razões que embasavam a custódia preventiva, notadamente a necessidade de estancar a atuação da organização criminosa, preservar a colheita probatória e impedir interferências externas, perderam sua força, uma vez encerrada a fase instrutória e estabilizadas as provas. Assim, ausentes os elementos excepcionais que antes recomendavam o rigor do Sistema Penitenciário Federal, a manutenção dessa medida deixa de se justificar, não havendo mais demonstração concreta de risco atual à segurança pública ou à integridade da execução penal que imponha o afastamento do sistema prisional ordinário", pontuou.
Rivaldo, por sua vez, está na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.
Na decisão dele, o ministro Alexandre de Moraes observou que também houve uma mudança de cenário que permite a transferência.
Ele também foi condenado pela Suprema Corte em fevereiro. A pena fixada foi de 18 anos, pelos crimes de obstrução de justiça e corrupção.
A acusada fugiu em seguida, mas posteriormente acabou localizada por um grupo de companheiros de profissão da vítima e surrada até ficar caída ao chão...