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Paquistão diz que negociações de paz entre EUA e Irã ‘avançam na direção certa’

Uma fonte do Paquistão envolvida nas tratativas de paz entre Estados Unidos e Irã disse neste sábado (11) que as “negociações avançam na direção certa”. Autoridades norte-americanas e iranianas estão em Islamabad, capital paquistanesa, em busca de uma trégua duradoura entre Washington e Teerã.
Segundo informou a televisão estatal do Irã, duas rodadas de negociações já foram realizadas. Ao todo, a sessão deste sábado durou quase 15 horas. Uma terceira está marcada para o domingo (12). Já a Casa Branca limitou-se a dizer que os diálogos estão “em andamento”.
Por parte dos Estados Unidos, a delegação é chefiada pelo vice-presidente JD Vance. Junto a ele, estão o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner. Do lado do Irã, a equipe é composta pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi.
Após o início das tratativas no Paquistão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a jornalistas que “tanto faz” o resultado das negociações. “Estamos em negociações muito profundas com o Irã. Vencemos de qualquer jeito. Nós os derrotamos militarmente”, disse o republicano.

Israel proclama vitória
Em discurso televisionado, neste sábado, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que Tel-Aviv destruiu os programas nuclear e balístico iraniano. O premiê afirmou que a guerra contra o país persa também enfraqueceu o regime e seus aliados regionais.
“Chegamos a uma situação na qual o Irã já não tem uma única instalação de enriquecimento em operação”, declarou.

Netanyahu disse que os Estados Unidos e Israel impediram que o Irã adquirisse uma bomba nuclear ao lançar um ataque em junho de 2025, seguido da campanha atual, que começou em 28 de fevereiro.
O primeiro-ministro afirmou que o conflito recente foi iniciado depois que informes de inteligência indicaram que o líder supremo anterior, o aiatolá Ali Khamenei, buscava expandir os programas nuclear e de mísseis. “Não podíamos ficar de braços cruzados. Agimos”, disse.
Segundo Netanyahu, durante décadas, a liderança iraniana e seus aliados vêm “ameaçando” Israel. “Eles queriam nos estrangular e [agora] somos nós que os estrangulamos. Eles nos ameaçavam com a aniquilação e agora lutam para sobreviver”, afirmou.
Quanto ao Líbano, Netanyahu disse que o país se aproximou de Israel com uma potencial proposta de acordo de paz. “Eu dei a minha aprovação, mas com duas condições: queremos o desarmamento do Hezbollah e queremos um acordo de paz real que perdure por gerações”, relatou.

Mais de 2 mil mortos no Líbano
Desde a entrada em vigor do cessar-fogo de duas semanas na quarta-feira (8), Israel alega que o Líbano não está incluído na trégua. Neste sábado, os ataques israelenses no sul do Líbano mataram ao todo 18 pessoas, segundo o Ministério da Saúde.
O exército israelense anunciou ter atacado, nas últimas 24 horas, mais de 200 alvos do Hezbollah. Na quarta-feira, realizou no país os ataques mais mortíferos desta guerra, com ao menos 357 mortos em um único dia, segundo o último balanço.
As autoridades libanesas informaram que, desde 2 de março, foram registrados 2.020 mortos e 6.436 feridos.
De acordo com a presidência libanesa, estão previstas para terça-feira (14) conversações entre Líbano e Israel em Washington, que o Hezbollah não vê com bons olhos.
Já Netanyahu disse que Beirute buscou Tel-Aviv com uma potencial proposta de paz. Ele disse que “deu sua aprovação”, mas sob duas condições: desarmamento do Hezbollah e adoção de um acordo duradouro.
*Com informações de AFP


Fonte: Jovem Pan

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