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Mundo

Pentágono prepara bases militares para até 90 dias de autonomia

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Plano prevê energia própria, reservas estratégicas e sistemas independentes para manter operações durante apagões, ataques cibernéticos ou interrupções no abastecimento

Pentágono prepara bases militares para até 90 dias de autonomiaO Pentágono está preparando as principais bases militares dos Estados Unidos para manter operações essenciais por até 90 dias sem depender da infraestrutura civil externa.

A iniciativa prevê geração própria de energia, reservas de água e combustível, sistemas independentes de comunicação e alternativas para garantir o fornecimento de materiais estratégicos durante situações de emergência.

O planejamento faz parte do programa FORTRESS, criado para ampliar a capacidade de resposta das Forças Armadas americanas diante de crises capazes de atingir redes elétricas, comunicações e cadeias de abastecimento.

Segundo reportagem publicada pela Fox News, com base em documentos internos analisados pelo veículo, as grandes instalações militares localizadas no território continental dos Estados Unidos deverão ter condições de manter suas missões essenciais por pelo menos três meses sem apoio externo. 

Isso não significa que as bases permanecerão 90 dias sem água, energia ou combustível. A proposta é que elas tenham reservas e estruturas próprias suficientes para continuar funcionando caso os serviços civis sejam interrompidos.

Entre as medidas previstas estão micro-redes de energia, baterias de grande capacidade, geradores, estoques estratégicos e pequenos reatores nucleares.

Em agosto, o Exército americano selecionou cinco empresas e cinco bases para receber os primeiros projetos de microrreatores. O investimento público previsto pode chegar a US$ 2,2 bilhões, com expectativa de colocar o primeiro sistema em operação até setembro de 2028. 

A preocupação está relacionada à dependência das bases militares em relação às redes civis. Muitas instalações ainda utilizam os mesmos sistemas de energia, água e comunicação que atendem cidades e empresas.

Documentos oficiais reconhecem que essas estruturas podem ser afetadas por falhas técnicas, eventos climáticos extremos, ataques cibernéticos, sabotagens e ações diretas de adversários. O próprio governo americano mantém políticas voltadas à resistência energética, hídrica e digital das instalações militares. 

Apesar da repercussão nas redes sociais, o planejamento não confirma que uma guerra mundial esteja prestes a começar. As medidas também podem ser utilizadas durante desastres naturais, grandes apagões ou colapsos prolongados no abastecimento.

A iniciativa mostra, no entanto, que os Estados Unidos estão fortalecendo sua preparação para crises de grandes proporções, inclusive para cenários em que ataques atinjam a infraestrutura dentro do próprio território americano.

O Pentágono ainda não apresentou publicamente todos os custos, prazos e bases que deverão cumprir a nova exigência. Também não informou que o plano esteja direcionado contra um país específico.

Outro ponto importante é que a exigência dos 90 dias foi revelada pela Fox News com base em documentos internos que não foram publicados integralmente. Já os investimentos em energia própria, proteção das instalações e microrreatores estão confirmados em documentos e projetos oficiais do governo americano.