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Pérolas do G7: cigarro, futebol, o ‘chefe’ e o ‘bonito’; como líderes mundiais interagem entre si

A cúpula do G7 na França ofereceu uma rara oportunidade de observar como chefes de Estado e de Governo interagem entre si, com o “chefe” Donald Trump no centro das atenções.

Aqui estão cinco momentos memoráveis selecionados pela AFP deste encontro de três dias entre líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, em Évian, aos pés dos Alpes franceses:

Deixar de fumar à moda italiana

“Preciso de um café”, disse a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, captada pelos microfones ao entrar na sessão matinal da cúpula do G7.

“E um cigarro…?”, perguntou seu homólogo alemão, Friedrich Merz, aparentemente bem ciente dos hábitos da chefe de Governo italiana.

“Não, parei de fumar”, respondeu Meloni, o que levou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, médica de formação, a exclamar: “Bravo!”. “Há um mês”, ela esclareceu.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, quando questionado pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, explicou que também parou de fumar em 2005: “Há 21 anos… Nunca mais voltei”.

Provocações de futebol

As repercussões da vitória na Liga dos Campeões do Paris Saint-Germain, pertencente a um fundo de investimento estatal do Catar, foram sentidas na mesa de cúpula.

O emir do Catar, xeique Tamim bin Hamad Al Thani, que participava da cúpula como convidado, não resistiu a provocar Macron, um torcedor declarado do Olympique de Marseille, o maior rival francês do PSG.

“Ele não está feliz. Ele finge estar feliz, mas por dentro…”, disse o xeique.

“Não, eu estou feliz. É um time francês”, respondeu Macron prontamente, destacando o triunfo do PSG de Luis Enrique no campeonato europeu pelo segundo ano consecutivo.

O “bonito” e o “rico”

As declarações de Trump durante uma reunião com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, conhecido como MBZ e figura-chave na região, não se limitaram à geopolítica.

Trump elogiou um jornalista emiradense que fez uma pergunta, descrevendo-o como um “cara bonito” que “poderia estar (…) em um filme agora mesmo”.

“Ele tem um jeito tão agradável. Os meus são tão ruins”, comentou Trump, referindo-se à imprensa americana.

Depois que MBZ falou sem elevar a voz, Trump brincou: “Quando se é tão rico, pode-se falar tão baixo assim. Eu estava me perguntando se alguém conseguia ouvi-lo!”.

“Ele não precisa forçar a voz em nenhum momento. É fantástico”, acrescentou.

Trump 47

Na terça-feira (16), o chanceler alemão, Friedrich Merz, presenteou Donald Trump com uma camisa da seleção alemã de futebol, com seu sobrenome e o número 47, em meio à Copa do Mundo que acontece no Canadá, Estados Unidos e México.

Trump, que completou 80 anos recentemente e cujo avô paterno nasceu na Alemanha, aceitou a camisa com satisfação e posou para uma foto segurando-a, enquanto Starmer observava com um sorriso.

No X, o chanceler desejou ao 47º presidente dos EUA um “feliz aniversário atrasado”, acrescentando: “Afinal, estamos no mesmo time”.

O “chefe”

Como anfitrião, Macron preside oficialmente a cúpula, mas Trump quis esclarecer quem realmente manda — segundo ele.

“Eu sou o chefe”, declarou Trump ao entrar na sessão do último dia, com os outros líderes já sentados.

Rindo, o presidente francês pareceu levar o comentário na esportiva. “Como vai?”, perguntou.

“Bem, obrigado”, respondeu Trump ao tomar seu assento.


Fonte: Jovem Pan

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