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PF diz que encontrou prova de acesso ilegal a sistema na casa do pai de Vorcaro

A Polícia Federal encontrou indícios de que o pai do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, tinha acesso ilegal a sistemas internos da corporação. Durante buscas realizadas em sua casa, no âmbito da Operação Compliance Zero, investigadores apreenderam uma impressão de captura de tela do sistema SINAPSE contendo dados de terceiros.

As informações constam em relatório enviado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e tornado público nesta terça-feira (16).

Segundo o documento, a apreensão confirma a hipótese de que o grupo possuía servidores que atuavam ilicitamente em favor do grupo dentro da PF. Entre os suspeitos de integrar o núcleo conhecido como “A Turma” está o policial federal da ativa Anderson Wander, que foi preso em flagrante por posse de arma com numeração raspada e munições de fuzil.

O relatório detalha um esquema montado para evitar que Joana Machado de Moraes Mourão colaborasse com as autoridades. Joana é irmã de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, antigo integrante do grupo que morreu sob custódia em março deste ano.

Após a morte do irmão, Joana acessou a conta do iCloud de Luiz Phillipi e afirmou ter encontrado “material para acabar com a família inteira”, referindo-se aos parentes de Vorcaro. Em mensagens interceptadas, ela demonstrou ressentimento por dificuldades financeiras e pelo suposto abandono da família Vorcaro, a quem atribuiu a responsabilidade pela morte do irmão.

Joana passou a fazer ameaças diretas de vazar o conteúdo para a imprensa e de arruinar acordos de delação premiada. Para garantir o silêncio dela, o operador financeiro do grupo, Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como “Manolo”, interveio diretamente.

Negociações

A investigação aponta que Manolo e um primo de Joana, identificado como Keysom, organizaram reuniões presenciais em abril de 2026 para negociar o pagamento de valores atrasados e a transferência de ativos financeiros para Joana e sua mãe, Denise.

O plano da organização envolvia o uso da empresa JM Consultoria e Participações Imobiliária Ltda., da qual Joana é sócia-administradora, para formalizar repasses financeiros e contratos que os investigadores suspeitam ser de fachada. O objetivo era acbar com a crise financeira da família de “Sicário” e impedir que o material comprometedor fosse entregue à PF.

O documento enviado ao ministro André Mendonça também destaca a periculosidade de Manoel Mendes Rodrigues. De acordo com a PF, ele lidera uma organização armada no Rio de Janeiro com características de milícia, utilizando fuzis e veículos blindados para garantir a segurança dos negócios da família Vorcaro.


Fonte: Jovem Pan

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