A Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda não decidiu sobre as duas propostas de delação apresentada pelo banqueiro e dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O órgão ainda analisa, enquanto a Polícia Federal já tomou a sua decisão sobre as duas, que foi pela a não aceitação.
A primeira rejeição veio no dia 20 de maio, e, na ocasião, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a transferência de Vorcaro para uma cela comum na Superintendência Regional da PF no Distrito Federal e suspendeu o acesso dos advogados a qualquer hora do dia. Quando oficializou o processo de delação premiada, o banqueiro foi custodiado na mesma Sala de Estado-Maior onde o ex-presidente Jair Bolsonaro estava detido.
No dia 1 de junho, a defesa de Vorcaro havia apresentou à PF (Polícia Federal) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma nova versão da delação premiada após a PF rejeitar o documento anterior. A Procuradoria-Geral, no entanto, ainda analisa a primeira proposta. Anteriormente, a PF chegou a afirmar que não negociaria mais com o dono do Banco Master. No dia 22 de maio, o advogado de Daniel Vorcaro, José Luís de Oliveira Lima, conhecido como Juca, deixou o caso após a delação ser rejeitada.
Já nesta quinta-feira (11) veio a segunda rejeição. A informação já havia sido adiantada pela Jovem Pan. Na nova delação, banqueiro alterou sua versão sobre a relação mantida com Ciro e com o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. PF apontou o senador Ciro Nogueira como o “destinatário central” de um esquema de vantagens indevidas supostamente financiado pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O relato consta em representação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no mês passado.
Fonte: Jovem Pan