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Presidente do TSE reúne embaixadores nesta segunda para defender segurança e transparência das urnas

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, reúne nesta segunda-feira (17) embaixadores e representantes do corpo diplomático para apresentar e defender a segurança e a transparência das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral brasileiro.

Diplomatas dos Estados Unidos e de todos os países com representação no Brasil foram convidados. Mais de 100 embaixadores confirmaram presença, entre eles, um integrante do corpo diplomático norte-americano. O encontro será fechado, durante a tarde.

A reunião faz parte da estratégia do tribunal de apresentar à comunidade internacional o funcionamento da urna eletrônica e os mecanismos de segurança e fiscalização adotados nas eleições brasileiras.

Em nota divulgada no fim de julho, o TSE classificou a urna eletrônica como um “patrimônio do povo brasileiro” e afirmou que o sistema será defendido por Nunes Marques durante o encontro.

Esta será a segunda reunião do presidente do TSE com embaixadores sobre o sistema eletrônico de votação. Em 16 de junho, Nunes Marques se reuniu com 25 representantes diplomáticos para explicar o funcionamento das urnas e os mecanismos de segurança do processo eleitoral.

Relação com os EUA

No início deste mês, os Estados Unidos anunciaram que revogaram o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.

Segundo o Departamento de Estado, a medida é uma resposta à demora das autoridades brasileiras em conceder o aval diplomático para que Daniel Perez assuma a embaixada dos EUA no Brasil.

A medida foi anunciada 10 dias após o Itamaraty negar vistos a dois diplomatas do Departamento de Estado. Eles foram apontados pelo jornal The Washington Post como integrantes de uma estratégia para questionar o sistema eleitoral brasileiro, o que os EUA negam. O governo brasileiro já esperava retaliações.

O governo americano, no entanto, afirmou que a revogação do visto da embaixadora brasileira não significa a expulsão da diplomata. Segundo os EUA, ela poderá permanecer no país, mas sem um visto válido.

Os EUA disseram ainda que o documento poderá ser restabelecido caso o Brasil conceda o aval diplomático para a nomeação do embaixador indicado por Washington.


Fonte:

g1 > Política