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Prisão domiciliar é prorrogada no mês em que Bolsonaro completa um ano sob tornozeleira

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta sexta-feira manter a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. A decisão chega em um mês simbólico: em poucos dias, o ex-presidente completa um ano cumprindo medidas cautelares que começaram com o uso de tornozeleira eletrônica e evoluíram, meses depois, para a prisão domiciliar.O marco remonta a 18 de julho de 2025, quando a Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Bolsonaro, um na casa dele, em condomínio no Jardim Botânico, outro no escritório político, na sede do PL, ambos em Brasília. Na ocasião, o ex-presidente passou a usar tornozeleira eletrônica, ficou proibido de sair de casa entre 19h e 7h, foi impedido de se comunicar com outros investigados, como o filho Eduardo Bolsonaro, e não poderia mais usar redes sociais nem manter contato com embaixadores.As medidas daquele julho vieram dias depois de o presidente americano Donald Trump ameaçar o Brasil com tarifas de 50% e afirmar, em carta ao presidente Lula, que havia uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro, que precisava se encerrar “imediatamente”.Um ano depois, o cerco em torno do ex-presidente não afrouxou, apenas mudou de estágio. Da tornozeleira ao toque de recolher, do toque de recolher à prisão na Papuda, e de lá à prisão domiciliar, a trajetória das cautelares impostas a Bolsonaro chega à data simbólica com a confirmação, pelo próprio Moraes, de que o ex-presidente segue sob vigilância do Estado.


Fonte: Jovem Pan

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