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Processo de reciprocidade contra EUA não prejudica o ‘desejo de negociar’, diz ministro Márcio Elias Rosa

Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC
Júlio César Silva/MDIC
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa afirmou nesta quinta-feira (13) que o início do processo de reciprocidade contra os Estados Unidos “não prejudica o desejo de negociar”.
O governo brasileiro informou mais cedo que deu início ao processo para aplicar medidas de reciprocidade contra os Estados Unidos por conta das tarifas impostas pelo governo norte-americano a produtos brasileiros.
A tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país entrou em vigor no dia 22 de julho.
A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os EUA. Entre os exemplos citados estão o sistema de pagamentos PIX e a regulação de plataformas digitais.
Poucos dias depois, o governo norte-americando confirmou que diversos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos enfrentariam uma nova tarifa de 12,5%.
Essa decisão foi resultado de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.
A apuração concluiu que o Brasil e outros países adotam práticas comerciais desleais ao não fiscalizarem adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Nos dois casos, os argumentos apresentados pelos Estados Unidos foram amplamente contestados pelo governo brasileiro.
Segundo um levantamento da diplomacia brasileira, foram realizados mais de 30 contatos desde o anúncio do tarifaço original. As conversas ocorreram por telefone, videoconferência e reuniões presenciais, em níveis presidencial, ministerial e técnico.
O ministro Márcio Elias Rosa esteve em contato com representante de Comércio americano, Jamieson Greer. Em todos os casos, segundo o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a iniciativa para abrir o diálogo partiu do lado brasileiro, em uma tentativa de negociar uma saída para o impasse comercial.


Fonte:

g1 > Política

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