A pré-campanha de Fernando Haddad (PT) vê como possível uma definição da chapa dele ao governo de São Paulo nos próximos dias. O que falta para selar o acordo é uma nova rodada de conversas entre o presidente Lula (PT) e Márcio França (PSB), em que o presidente deve reiterar o pedido para o ex-ministro para disputar a vaga de vice. Segundo aliados, a reunião não tem data fixa, mas “está para acontecer em qualquer momento”.
Interlocutores relatam que Márcio França resiste e preferia ir por outro caminho, assim como é o desejo do próprio partido dele, o PSB. A cúpula do PT, no entanto, entende que é preciso escolher para disputar a Casa Alta aqueles que tem pontuado melhor nas pesquisas, por “garantia”: no caso, as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).
Apesar da preferência de França, que já governou São Paulo em 2018, quando Geraldo Alckmin (PSB) deixou o posto – e concorreu ao Senado na chapa de Haddad, mas acabou perdendo, em 2022 – aliados destacam que ele pode topar a vaga de vice de Haddad se esse for um pedido de Lula. Principalmente galgado em uma troca, como a expectativa de ser ministro caso Lula seja reeleito e Haddad não vença.
Nos últimos dias, como mostrou a Jovem Pan, o PSB chegou a cogitar lançar França e Tebet independentemente da decisão envolvendo a chapa de Haddad – e aprovou internamente um encaminhamento para isso. O partido já vinha cobrando do PT e do próprio Lula – até publicamente – uma definição rápida sobre os candidatos ao Senado por São Paulo, sob o argumento de que a demora tem atrasado as agendas de pré-campanha de Tebet, França e do próprio Haddad.
Fonte: Jovem Pan