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PT admite baque, mas vai seguir usando Caso Master contra Flávio

Membros da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) devem intensificar a estratégia de associar a imagem do Caso Banco Master ao senador Flávio Bolsonaro, mesmo após a operação da Polícia Federal contra o líder do governo no Senado, Jaques Wagner. A avaliação, segundo aliados ouvidos pela Jovem Pan, é de que o senador disputa a Presidência com Lula — e não com Wagner — e que o pré-candidato do PL nada teria a falar do presidente da República.

A campanha de Flávio havia interpretado a operação contra Wagner como um empate no jogo de desgastes em torno do Caso Master. Um aliado do alto escalão petista reconheceu, no entanto, que é inegável que a ação da PF virou munição para os bolsonaristas e que a operação contaminou o debate público. Para a cúpula do PT, porém, a tentativa de associar a conduta de Wagner ao governo Lula não deve funcionar.

Wagner foi alvo de uma operação da Polícia Federal na última quinta-feira (19) por suposto elo com Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro no Banco Master. Segundo a PF, o senador teria recebido R$ 8 milhões de Lima para defender pautas que beneficiavam a instituição financeira. Wagner nega as acusações.

O PT já vinha explorando o desgaste de Flávio em torno do Caso Master desde a divulgação do áudio em que o senador pede R$ 134 milhões a Vorcaro e da fala considerada um “desastre” pelo entorno do pré-candidato — quando Valdemar Costa Neto contradisse a versão de Flávio sobre o encontro com o banqueiro.


Fonte: Jovem Pan

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