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PT determina apoio a Juliana Brizola e partido não terá candidato ao governo do RS pela primeira vez

Juliana Brizola e Luiz Inácio Lula da Silva reunidos em Brasília em fevereiro
Ricardo Stuckert / Presidência da República
A direção nacional do PT determinou que o partido apoie a pré-candidatura de Juliana Brizola (PDT) no Rio Grande do Sul. A decisão de intervenção inédita na instância gaúcha foi tomada pelo Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), que se reuniu na manhã desta terça-feira (7). Em 2026, será a primeira vez na história que o partido não terá candidato próprio a governador no Estado.
Para a corrida ao Palácio Piratini, o partido ordenou “definir a construção de uma tática eleitoral conjunta com o PDT, e demais partidos do campo democrático, sob a liderança da companheira Juliana Brizola, como expressão política dessa estratégia no estado do Rio Grande do Sul”. O documento ainda define Edegar Pretto como “a liderança com maior legitimidade para liderar essa construção”.
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Na prática, o movimento significa uma intervenção da direção nacional junto ao PT gaúcho, que insistia em manter a pré-candidatura de Pretto, que já trabalhava em pré-campanha. O presidente do partido, Edinho Silva, já tinha mandado um “recado claro” à instância gaúcha e a Edegar: que, se o diretório estadual não recuasse, a determinação partiria de Brasília.
Ao receber de Edinho Silva o documento do GTE, Pretto afirma seguir com intenção de concorrer.
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“Respondi que, na condição de pré-candidato escolhido por unanimidade no último encontro estadual do partido, solicitei a convocação do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras. Quero tratar desse tema com a instância que me colocou na condição em que estou hoje”, declarou, em nota enviada à reportagem.
“Reforço também que a minha pré-candidatura nunca foi um movimento pessoal e, há alguns meses, já não é apenas uma pré-candidatura do PT. Representa uma frente política que conhece o nosso estado e sabe qual é o melhor caminho para contribuirmos com a vitória do presidente Lula”, escreve ainda.
O PDT já declarou apoio à reeleição de Lula. Em troca, queria o PT como aliado em três estados: no Paraná, onde Requião Filho é pré-candidato, e em Minas Gerais, onde Alexandre Kalil deve concorrer, além do RS.
A construção teve participação direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tinha acordos para arranjos em diversos estados com o PDT de Carlos Lupi e o PSB de João Campos.
Pesa também na decisão a estratégia do PT nacional de ter um palanque único para a campanha de Lula à reeleição no Estado. Essa foi uma definição do partido que foi informada reiteradamente ao diretório gaúcho.
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Informação com responsabilidade em Rondônia.

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