Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (27) mostra que 54% dos eleitores do Rio de Janeiro desaprovam o governo de Cláudio Castro (PL), enquanto 28% aprovam. A mesma pesquisa avaliou a gestão do desembargador Ricardo Couto, governador em exercício do Rio de Janeiro. De acordo com a pesquisa, 34% aprovam, enquanto 25% desaprovam.
Veja abaixo os números da pesquisa.
Aprovação de Cláudio Castro:
Desaprova: 54%
Aprova: 28%
Não sabe/não respondeu: 18%
Avaliação do governo:
Positiva: 18%
Regular: 32%
Negativa: 40%
Não sabe/não respondeu: 10%
Aprovação de Ricardo Couto:
Desaprova: 25%
Aprova: 34%
Não sabe/não respondeu: 41%
Avaliação do governo:
Positiva: 25%
Regular: 30%
Negativa: 17%
Não sabe/não respondeu: 28%
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 1.200 eleitores fluminenses entre os dias 21 e 25 de julho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, e o nível de confiança das estimativas é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RJ-02671/2026.
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Julgamento e renúncia
A pesquisa se deu cerca de 4 meses após a renúncia de Castro, em 23 de março, um dia antes de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomar o julgamento que resultou na declaração de inelegibilidade do ex-governador por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022 — e a desistência do ex-governador a um cargo no Senado.
Segundo o TSE, a cassação do mandato ficou prejudicada em razão da renúncia, o que abriu discussão no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a forma de escolha do governador para um mandato-tampão — um governo só até a posse do futuro eleito no pleito regular, em outubro.
Atualmente, o Rio de Janeiro é governado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto.
A situação ocorre em meio a uma crise institucional no estado, com vacância nos cargos de governador e vice-governador. O STF ainda não concluiu o julgamento sobre se a escolha do próximo chefe do Executivo será por eleição direta ou indireta.
O ex-governador Cláudio Castro deve ser impedido de disputar eleições até 2030
Fernando Frazão/Agência Brasil
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